Adeus ao aluguel: inquilinos poderão se tornar proprietários do imóvel alugado

Modelo de arrendamento com opção de compra permite morar no imóvel e planejar a aquisição com regras definidas desde o início

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Adeus ao aluguel: inquilinos poderão se tornar proprietários do imóvel alugado
(Foto: Reprodução/Freepik)

Com o aluguel pressionando o orçamento e o crédito imobiliário cada vez mais seletivo, um modelo intermediário ganha força no Brasil. O arrendamento imobiliário com opção de compra permite que o inquilino more no imóvel já com caminho definido para virar proprietário. A proposta combina previsibilidade, planejamento e segurança jurídica.

O que é o arrendamento com opção de compra

O arrendamento imobiliário com opção de compra começa como um contrato de locação, mas já nasce com o direito formal de aquisição futura. Desde a assinatura, ficam definidos preço, prazos e condições para exercer a compra.

Diferente do aluguel tradicional, o morador não depende apenas de renegociação ou novo financiamento no futuro. Ele sabe exatamente quando e como poderá comprar o imóvel.

O contrato separa duas lógicas: regras da locação e cláusulas específicas da compra futura. Essa estrutura reduz conflitos e dá transparência às obrigações de cada parte.

Como preço e condições são definidos

O ponto central do arrendamento é a definição do valor de venda ao longo do tempo. As partes podem fixar o preço desde o início, com correção por índice legal, ou optar por avaliação futura de mercado.

Há também modelos híbridos, que combinam preço base com percentuais de valorização previamente acordados. Isso protege tanto o proprietário quanto o futuro comprador.

Outro aspecto essencial é o aproveitamento dos pagamentos. Em alguns contratos, parte do aluguel pode ser abatida do preço final, desde que o inquilino cumpra todas as condições previstas.

Quando o inquilino vira proprietário

A passagem para a propriedade não é automática. O contrato prevê um prazo para o exercício da opção, que exige manifestação expressa do morador.

Após essa comunicação, define-se a forma de pagamento — à vista, parcelada ou via financiamento — e firma-se o contrato definitivo de compra e venda. O registro em cartório é o marco da mudança de status.

Até o registro, o ocupante segue como locatário. Depois disso, assume encargos típicos da propriedade, como impostos e despesas condominiais permanentes.

Direitos, riscos e por que considerar agora

As regras gerais da locação continuam valendo, somadas às cláusulas da compra futura. O inquilino precisa estar adimplente para manter o direito de compra; o proprietário deve garantir o uso regular do imóvel.

Em caso de rescisão, podem existir multas, perda de abatimentos e retenção parcial de valores, sempre conforme o contrato. Por isso, a redação clara é indispensável.

Em um cenário de juros instáveis, o arrendamento com opção de compra funciona como ponte entre alugar e financiar. Para quem quer sair do aluguel com estratégia, pode ser o primeiro passo para construir patrimônio.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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