Confirmado: supermercados ficam proibidos de abrir as portas aos domingos a partir do mês que vem

Acordo inédito no Brasil entra em vigor em março e muda a rotina de trabalhadores e consumidores no Espírito Santo

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Supermercados, atacarejos e lojas de material de construção do Espírito Santo fecham aos domingos a partir de março de 2026, após acordo inédito no Brasil.
(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

A rotina de milhares de famílias capixabas muda a partir de 1º de março de 2026. A partir dessa data, supermercados, atacarejos e lojas de material de construção do Espírito Santo não abrirão mais aos domingos.

O fechamento resulta de um acordo firmado entre sindicatos de trabalhadores e representantes do setor empresarial.

Além disso, a iniciativa não tem precedentes no Brasil. Com isso, o Espírito Santo passa a funcionar como um campo de testes de um modelo já adotado em diversos países europeus.

Nesses locais, o comércio fecha aos domingos para garantir descanso regular aos trabalhadores.

O que muda na prática

Na prática, a proibição atinge estabelecimentos que operam com funcionários contratados. Dessa forma, os trabalhadores do setor passam a contar com o descanso semanal remunerado aos domingos.

Como consequência, a medida amplia o tempo disponível para lazer, convivência familiar e cuidados com a saúde.

Segundo os sindicatos, a mudança melhora diretamente a qualidade de vida dos profissionais do comércio.

Além disso, a iniciativa atende a uma demanda antiga de trabalhadores que enfrentam escalas contínuas há vários anos.

Cronograma definido no acordo

O acordo estabelece um período de testes antes de qualquer decisão definitiva. Inicialmente, a nova regra entra em vigor em 1º de março de 2026. Em seguida, o período experimental segue até 31 de outubro do mesmo ano. Depois disso, em novembro, trabalhadores e empresários analisam os resultados e decidem se manterão o modelo de forma permanente.

Debate entre qualidade de vida e impacto econômico

A decisão gera opiniões divergentes. Por um lado, os trabalhadores consideram a medida uma conquista histórica.

O acordo utiliza dispositivos da Reforma Trabalhista de 2017 e prioriza a negociação coletiva, garantindo o domingo como dia de descanso.

Por outro lado, empresários demonstram cautela. Entidades do comércio alertam para possíveis impactos econômicos, como queda no faturamento e aumento de custos operacionais.

Isso ocorre porque, em muitos centros urbanos, o domingo concentra grande parte do movimento. Diante disso, a Fecomercio acompanha o tema e avalia os possíveis reflexos no setor.

Como o consumidor deve se preparar

Para os consumidores, a mudança exige planejamento. Quem costuma fazer compras aos domingos precisará antecipar o “sacolão” ou a compra do mês para os sábados ou dias úteis.

Além disso, em situações emergenciais, a alternativa será recorrer a pequenos mercados de bairro, administrados pelos próprios donos, ou utilizar serviços de delivery com entrega programada.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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