6 palavras que não existem oficialmente na língua portuguesa, mas muitos brasileiros usam todos os dias
Elas aparecem em conversas, memes e até no trabalho, mas não são registradas oficialmente em dicionários normativos
No dia a dia, o brasileiro é criativo. Muitas palavras “nascem” na fala, viram hábito, se espalham em redes sociais e acabam parecendo corretas — mesmo sem existirem oficialmente na norma-padrão do português.
Algumas são adaptações, outras surgem por erro repetido, e há também aquelas criadas por brincadeira e que pegam de vez.
A seguir, confira 6 palavras muito usadas no Brasil que não existem oficialmente, além de formas corretas para substituir.
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1) “Seje”
É comum em frases como “seje bem-vindo”, mas não existe na norma-padrão.
O correto é: seja.
2) “Menas”
Apesar de muita gente falar “menas pessoas” ou “menas coisas”, a palavra não existe oficialmente.
O correto é: menos (para masculino e feminino).
3) “A gente vamos”
Aqui a questão é menos “palavra” e mais construção: “a gente” é singular, então o verbo deve acompanhar. Ainda assim, a expressão é tão repetida que muita gente trata como “normal”.
O correto é: a gente vai.
4) “Trusse”
Muita gente usa “trusse” como passado de “trazer” (“eu trusse”), mas a forma não existe.
O correto é: trouxe.
5) “Poblema”
Muito comum na fala rápida, “poblema” aparece até escrito em mensagens. A forma, porém, não é reconhecida.
O correto é: problema.
6) “Beneficiente”
O termo surge como variação de “beneficente”, mas não é a forma correta na norma-padrão.
O correto é: beneficente (ex.: “evento beneficente”).
Por que isso acontece?
A língua falada é dinâmica e muda com o tempo. Algumas palavras começam como variações regionais, outras são resultado de simplificação na pronúncia.
Nem tudo o que é popular, porém, vira “oficial” imediatamente — para isso, a forma precisa se consolidar e ser registrada por dicionários e gramáticas.
Como evitar esses deslizes?
Se a situação é formal (trabalho, redação, e-mail, prova), vale apostar no básico:
– Revise antes de enviar;
– Use corretor ortográfico;
– Consulte dicionário quando bater dúvida;
– Prefira formas já consolidadas na norma-padrão.
No fim das contas, falar de um jeito e escrever de outro é mais comum do que parece — e conhecer essas diferenças ajuda a evitar erros que passam despercebidos no cotidiano.
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