6 palavras que não existem oficialmente na língua portuguesa, mas muitos brasileiros usam todos os dias

Elas aparecem em conversas, memes e até no trabalho, mas não são registradas oficialmente em dicionários normativos

Magno Oliver Magno Oliver -
6 palavras que não existem oficialmente na língua portuguesa, mas muitos brasileiros usam todos os dias
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

No dia a dia, o brasileiro é criativo. Muitas palavras “nascem” na fala, viram hábito, se espalham em redes sociais e acabam parecendo corretas — mesmo sem existirem oficialmente na norma-padrão do português.

Algumas são adaptações, outras surgem por erro repetido, e há também aquelas criadas por brincadeira e que pegam de vez.

A seguir, confira 6 palavras muito usadas no Brasil que não existem oficialmente, além de formas corretas para substituir.

1) “Seje”

É comum em frases como “seje bem-vindo”, mas não existe na norma-padrão.

O correto é: seja.

2) “Menas”

Apesar de muita gente falar “menas pessoas” ou “menas coisas”, a palavra não existe oficialmente.

O correto é: menos (para masculino e feminino).

3) “A gente vamos”

Aqui a questão é menos “palavra” e mais construção: “a gente” é singular, então o verbo deve acompanhar. Ainda assim, a expressão é tão repetida que muita gente trata como “normal”.

O correto é: a gente vai.

4) “Trusse”

Muita gente usa “trusse” como passado de “trazer” (“eu trusse”), mas a forma não existe.

O correto é: trouxe.

5) “Poblema”

Muito comum na fala rápida, “poblema” aparece até escrito em mensagens. A forma, porém, não é reconhecida.

O correto é: problema.

6) “Beneficiente”

O termo surge como variação de “beneficente”, mas não é a forma correta na norma-padrão.

O correto é: beneficente (ex.: “evento beneficente”).

Por que isso acontece?

A língua falada é dinâmica e muda com o tempo. Algumas palavras começam como variações regionais, outras são resultado de simplificação na pronúncia.

Nem tudo o que é popular, porém, vira “oficial” imediatamente — para isso, a forma precisa se consolidar e ser registrada por dicionários e gramáticas.

Como evitar esses deslizes?

Se a situação é formal (trabalho, redação, e-mail, prova), vale apostar no básico:

– Revise antes de enviar;

– Use corretor ortográfico;

– Consulte dicionário quando bater dúvida;

– Prefira formas já consolidadas na norma-padrão.

No fim das contas, falar de um jeito e escrever de outro é mais comum do que parece — e conhecer essas diferenças ajuda a evitar erros que passam despercebidos no cotidiano.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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