“Pix fiado”: banco anuncia nova função com limite de até R$ 15 mil em 2026

Transferências sem saldo serão liberadas via crédito em 2026, com parcelamento e limite elevado — mas com cobranças adicionais

Gustavo de Souza -
Aplicativo do Nubank
Aplicativo do Nubank. (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O Pix mudou a forma como o brasileiro paga e transfere dinheiro, mas uma novidade prevista para 2026 promete dar um passo a mais — e também acender um alerta. O Nubank anunciou a ampliação do Pix no crédito, apelidado nas redes de “Pix fiado”, com limite de até R$ 15 mil por ciclo de fatura.

A proposta é simples: mesmo sem saldo na conta, o usuário consegue concluir a transferência usando o limite do cartão de crédito. O valor cai na hora para quem recebe, enquanto a cobrança vai para a fatura e com possibilidade de parcelar, conforme as condições apresentadas no app.

Ao mesmo tempo, o recurso tem um lado sensível: por envolver crédito, a operação pode ter juros e custo total maior que o valor transferido. Por isso, entender como funciona antes de usar faz diferença entre praticidade e dívida.

Como funciona o “Pix fiado” e qual é o limite de R$ 15 mil

No Nubank, a modalidade é descrita como Pix no crédito: o cliente faz um Pix e escolhe o cartão de crédito como forma de pagamento. Na prática, é o limite do cartão sendo usado para viabilizar a transferência instantânea.

O teto divulgado para 2026 é de até R$ 15.000,00 por ciclo de fatura, respeitando o limite disponível do cliente (ou seja, não é automático para todos no mesmo valor). O limite se renova a cada ciclo.

O próprio fluxo do aplicativo prevê a etapa de escolher o número de parcelas e revisar os detalhes antes de concluir. Em publicações que repercutiram o anúncio, o Nubank também é citado como exibindo taxa, valor total e opções de parcelamento antes da confirmação.

Juros e parcelamento: onde a praticidade pode virar armadilha

A lógica do “Pix fiado” é parecida com qualquer compra no crédito: você resolve o pagamento agora e assume o custo depois. O problema é que, quando vira hábito, ele pode se transformar em um atalho para comprometer a renda futura com parcelas e juros.

No conteúdo oficial do Nubank sobre Pix no crédito, o banco reforça que a modalidade envolve uso do limite do cartão e orienta atenção à organização financeira justamente para evitar descontrole.

Outro ponto é o efeito invisível no orçamento: como o dinheiro sai instantaneamente, mas a cobrança vem na fatura, é fácil perder a noção de quanto foi somando, especialmente se houver parcelamento. Em períodos apertados, isso pode empurrar despesas básicas para o mês seguinte e virar bola de neve.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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