Ficar abraçado de conchinha pode aliviar a ansiedade, fortalecer o sistema imunológico e combater a depressão

Em tempos de isolamento e excesso digital, a ciência reforça o poder terapêutico do toque humano, que pode ajudar a levar uma vida mais leve

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Ficar abraçado de conchinha pode aliviar a ansiedade, fortalecer o sistema imunológico e combater a depressão
(Imagem: Ilustração/IA)

Em um mundo acelerado e individualista, onde o estresse e a solidão viraram rotina, um simples gesto pode funcionar como um remédio natural: o abraço.

Mais do que demonstração de carinho, o contato físico próximo e íntimo provoca reações químicas capazes de colaborar com o estado emocional do indivíduo.

Quando duas pessoas se abraçam ou ficam de conchinha, o organismo libera oxitocina e endorfinas, que são substâncias relacionadas ao vínculo afetivo, à sensação de segurança e à felicidade.

Popularmente, a oxitocina é conhecida como o “hormônio do amor” e ajuda a promover uma sensação imediata de calma.

O impacto também pode ser sentido em outros campos além do emocional. Esse contato físico reduz a presença de cortisol no corpo, que é um hormônio relacionado ao estresse, e o organismo tende a funcionar melhor.

Além disso, os benefícios alcançam o sistema imunológico. Ao diminuir o estresse crônico, o corpo passa a responder melhor a inflamações e infecções. Até a pele pode sentir os efeitos positivos, já que processos inflamatórios associados ao estresse tendem a ser reduzidos.

Ou seja, o toque humano — muitas vezes subestimado na atualidade — atua como um mecanismo biológico poderoso. Um abraço apertado ou dormir de conchinha com quem você ama pode ser suficiente para acionar uma cadeia de reações que promovem bem-estar, equilíbrio e proteção ao organismo.

Em tempos de individualismo e isolamento social causados pelo excesso de estímulos digitais, a humanidade deve voltar ao seu calor e cuidado para funcionar bem.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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