Clinomania: a vontade intensa de passar o dia todo na cama sem conseguir se levantar

Desejo compulsivo de permanecer deitado pode indicar sofrimento psicológico e merece atenção especializada

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Clinomania é a vontade intensa de ficar na cama e pode indicar depressão ou ansiedade. Entenda os sinais e quando buscar ajuda especializada.
(Foto: Captura de tela/YouTube)

Você já sentiu como se o colchão tivesse um “campo gravitacional” impossível de vencer? Embora muita gente associe isso à preguiça, em alguns casos o desejo de permanecer na cama pode indicar algo mais profundo: a clinomania.

As informações foram apresentadas em vídeo nas redes sociais pelo criador de conteúdo responsável pela gravação, que explicou como o comportamento pode ultrapassar o simples cansaço e se transformar em um mecanismo psicológico de fuga.

O que é clinomania

A clinomania caracteriza um desejo compulsivo de ficar deitado por longos períodos, mesmo sem necessidade fisiológica de sono. Ou seja, a pessoa não permanece na cama apenas para descansar. Na prática, ela transforma o quarto em um refúgio contra as pressões externas.

Além disso, levantar para realizar tarefas básicas — como trabalhar, estudar ou até cuidar da higiene pessoal — pode parecer um desafio gigantesco. Em muitos casos, o indivíduo sente angústia só de pensar em sair do quarto.

Muito além da preguiça

Especialistas alertam que a clinomania não deve ser confundida com desmotivação passageira. Na verdade, ela costuma funcionar como um “sintoma sentinela”. Isso significa que o comportamento pode sinalizar outros transtornos psicológicos.

Entre os quadros mais associados estão depressão, ansiedade generalizada e fadiga crônica. Portanto, quando a vontade de permanecer na cama se torna frequente e interfere na rotina, o sinal de alerta deve acender.

Por que a cama vira um refúgio?

Do ponto de vista psicológico, a cama representa segurança, isolamento e previsibilidade. Assim, para quem enfrenta sofrimento emocional intenso, permanecer deitado reduz temporariamente o contato com estímulos estressantes.

No entanto, embora a estratégia traga alívio momentâneo, ela pode agravar o quadro a longo prazo. Isso acontece porque o isolamento tende a aumentar sentimentos de culpa, improdutividade e frustração.

Quando buscar ajuda

Se o desejo de não sair da cama se repete por vários dias e compromete compromissos pessoais ou profissionais, é importante procurar apoio especializado. Psicólogos e psiquiatras podem avaliar o contexto emocional e indicar o tratamento adequado.

Além disso, identificar o comportamento como possível sintoma, e não como falha pessoal, já representa um passo fundamental. Com acompanhamento correto, é possível recuperar energia, motivação e qualidade de vida.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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