Após 90 anos, tradicional fábrica de chocolate que marcou gerações encerra atividades
Marca fundada em 1935 teve falência decretada, ativos leiloados e portfólio transferido a novos donos após acumular dívidas milionárias

As moedas de chocolate embrulhadas em papel dourado e os famosos “cigarrinhos” — mais tarde rebatizados — fizeram parte da infância de gerações. Agora, a história da tradicional Chocolates Pan chega oficialmente ao fim.
Fundada em 1935 e instalada em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, a fabricante teve a falência decretada em fevereiro de 2023, após não conseguir sustentar o plano de recuperação judicial.
Com um passivo superior a R$ 260 milhões, a empresa encerrou as atividades e passou a ter seus bens vendidos para pagamento de credores.
O processo incluiu a alienação separada da fábrica e das marcas. Em outubro de 2023, o complexo industrial de mais de 10 mil metros quadrados foi arrematado em leilão por valor superior a R$ 71 milhões.
Já no início de março de 2024, o portfólio com 37 marcas foi vendido por R$ 3,1 milhões a uma empresa do Rio Grande do Norte, após disputa que reuniu dezenas de lances e empresas habilitadas.
O valor arrecadado foi direcionado prioritariamente ao pagamento de dívidas trabalhistas. Na sequência, os recursos remanescentes passaram a ser utilizados para quitar débitos tributários, conforme a ordem prevista na legislação falimentar.
No momento do encerramento, a companhia contava com 52 funcionários. A condução do processo seguiu os ritos judiciais, organizando a liquidação dos ativos e a transferência formal dos direitos sobre as marcas.
Com a venda concluída, o futuro do portfólio passa a depender das decisões dos novos detentores. O que já está definido é o encerramento de um ciclo iniciado há quase nove décadas — e a saída de cena de uma marca que marcou a memória afetiva de consumidores em todo o país.
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