Vigilância Sanitária interdita pizzaria após morte e mais de 100 casos de intoxicação
Autoridades foram acionadas após sinais preocupantes envolvendo diversas pessoas em curto período

Um caso grave de saúde pública levou à interdição de um estabelecimento alimentício no interior da Brasil.
A Vigilância Sanitária determinou o fechamento de uma pizzaria após a confirmação de uma morte e o registro de mais de 100 atendimentos médicos com sintomas compatíveis com intoxicação alimentar.
O episódio ocorreu no município de Pombal, no Sertão da Paraíba, e mobilizou autoridades locais.
De acordo com informações iniciais, uma mulher de 44, identificada como Raíssa Meritein Bezerra e Silva, morreu após apresentar sintomas graves, como mal-estar intenso e complicações associadas à ingestão de alimentos.
O caso ganhou maior dimensão quando hospitais da região passaram a registrar um aumento significativo na procura por atendimento, com mais de cem pessoas relatando sintomas semelhantes após consumirem produtos no mesmo local.
A investigação aponta como foco a pizzaria La Favoritta, onde os clientes teriam feito refeições pouco antes do surgimento dos sintomas.
Equipes de fiscalização realizaram inspeções no estabelecimento para verificar condições de higiene, armazenamento de alimentos e cumprimento das normas sanitárias.
Amostras foram coletadas para análise laboratorial, que deve identificar a origem exata da contaminação.
Segundo os protocolos estabelecidos por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), casos de suspeita de surto alimentar exigem resposta rápida para evitar novos registros e proteger a população. Insetos e alimentos mal acondicionados foram encontrados na fiscalização.
A interdição preventiva é uma das medidas adotadas quando há risco iminente à saúde coletiva, especialmente diante de múltiplos casos associados a um mesmo ponto de consumo.
Em vídeo enviado ao G1 pela advogada Raquel Dantas, que representa Marcos Antônio, dono do estabelecimento, ele disse que lamenta a morte da mulher de 44 anos e todo o transtorno causado para as pessoas que tiveram que passar por atendimento médico.
“Quero salientar também que jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então, jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar, porque tudo o que conquistei foram seis anos de muita luta, muita renúncia e dificuldade. Minha última intenção seria prejudicar justamente os clientes que dão meu sustento, que dão meu pão”, disse.
“Eu estou colaborando com a vigilância, fornecendo amostras, com a Polícia Civil também, que eles pediram também, estamos enviando isso, estou entregando porque eu preciso da verdade. (Estou colaborando) com a prefeitura também. Eu preciso da verdade para me sentir bem”, ressaltou.
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