Fim da escala 6×1: como fica a jornada dos supermercados como Assaí, Carrefour e Atacadão?
PEC que propõe o fim da escala 6x1 avança no Congresso, mas supermercados ainda seguem regras atuais e acordos coletivos

O debate sobre o fim da escala 6×1 voltou ao centro das discussões em Brasília e já levanta dúvidas no setor supermercadista. Redes como Assaí e o Grupo Carrefour Brasil — dono das bandeiras Carrefour e Atacadão — operam com fluxo constante de clientes, o que torna qualquer mudança na jornada um tema sensível.
Apesar da repercussão, a regra ainda não mudou. A Constituição permite jornadas de até oito horas diárias e 44 semanais, com descanso semanal obrigatório. Esse modelo viabiliza a escala 6×1, comum no comércio.
O que propõe o fim da escala 6×1
A discussão gira em torno da PEC 8/2025, que propõe limitar a jornada a 36 horas semanais, com possibilidade de quatro dias de trabalho e três de descanso. No entanto, a proposta ainda está em tramitação e não tem efeito imediato.
O governo federal também defende a redução da jornada, indicando a possibilidade de avanço gradual para 40 horas semanais como etapa intermediária.
Impacto nos supermercados
O setor funciona com demanda ao longo de toda a semana, incluindo fins de semana e feriados. Por isso, a escala 6×1 é amplamente usada para organizar equipes em funções essenciais, como caixas e reposição.
Uma eventual mudança exigiria reestruturações internas, que variam conforme o porte da empresa e acordos coletivos. Entidades do setor apontam a necessidade de adaptação gradual.
O que diz a lei hoje
Contudo, as regras atuais seguem válidas, com base na Constituição e na CLT. No caso do trabalho em feriados, o funcionamento depende de convenção coletiva e legislação local, tema que tem passado por sucessivas prorrogações do governo.
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