Advogada explica: como saber se o falecido deixou dinheiro em bancos pela internet

Ferramenta do Banco Central permite consultar valores que ainda constam em contas bancárias de pessoa falecida; saiba como acessar

Gustavo de Souza -
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(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

A dúvida surge em meio ao luto e, muitas vezes, passa despercebida: como descobrir se um familiar falecido deixou dinheiro em bancos? A resposta envolve uma ferramenta oficial, acessível pela internet, mas que exige atenção a regras específicas para evitar erros ou interpretações equivocadas.

Especialistas explicam que existe, sim, uma forma simples de iniciar essa busca online. No entanto, o procedimento não substitui o inventário nem garante acesso imediato a todas as informações financeiras do falecido.

O primeiro passo é acessar o Sistema de Valores a Receber (SVR), mantido pelo Banco Central. A plataforma permite verificar se há valores esquecidos em nome de pessoas físicas, inclusive falecidas, em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.

Na consulta inicial, basta informar o CPF e a data de nascimento do falecido. Essa etapa é pública e não exige login, servindo apenas para indicar se existem valores a serem verificados. Caso haja saldo, o sistema orienta os próximos passos.

Apesar da facilidade na consulta inicial, o acesso às informações completas não é aberto ao público. O Banco Central estabelece que apenas herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais podem avançar no processo.

Além disso, para dar continuidade à solicitação ou tentar resgatar valores, é necessário possuir uma conta Gov.br com nível de segurança adequado. A exigência busca proteger dados sensíveis e evitar fraudes.

Consulta não substitui inventário

Mesmo quando o sistema não aponta valores disponíveis, isso não significa que não existam recursos em contas bancárias ou investimentos. O SVR reúne apenas valores “esquecidos”, e não todo o patrimônio financeiro da pessoa.

Por isso, durante o inventário, seja judicial ou em cartório, é possível aprofundar a apuração dos bens. O inventariante, por exemplo, pode representar o espólio na busca por informações junto a instituições financeiras, seguindo os procedimentos legais.

Confira o vídeo explicativo feito pela advogada Cassiane Rodrigues, que também cria conteúdos informativos focados em direito bancário:

 

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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