Lula anuncia o fim do auxílio-reclusão para presos organizados de todo o Brasil
Lei sancionada pelo presidente retira o benefício aos presos que se encaixam em determinado critério; veja quais se encaixam

A sanção da Lei Antifacção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marca uma mudança relevante nas regras do auxílio-reclusão no Brasil. A nova legislação representa o fim do pagamento para dependentes de presos envolvidos com organizações criminosas.
A medida integra um pacote mais amplo de endurecimento contra facções, milícias e grupos paramilitares, ampliando as consequências legais para quem participa desse tipo de crime.
O que muda com a nova lei
A partir da sanção, fica proibido o pagamento do auxílio-reclusão aos dependentes de segurados presos por crimes ligados ao crime organizado. A regra vale para casos de prisão preventiva ou cumprimento de pena em regime fechado ou semiaberto.
Na prática, familiares de pessoas ligadas a facções deixam de ter acesso ao benefício previdenciário, mesmo que outros critérios do INSS fossem atendidos.
A lei também traz medidas mais duras, como a proibição de anistia, indulto e liberdade condicional para condenados, além da determinação de que lideranças cumpram pena em presídios federais de segurança máxima. O texto ainda prevê a criação de um banco nacional de dados sobre organizações criminosas e reforça mecanismos de bloqueio de bens ilícitos.
Apesar da mudança, o auxílio-reclusão segue existindo para os demais segurados do INSS. O benefício continua sendo destinado aos dependentes de trabalhadores de baixa renda presos, como forma de proteção social às famílias.
Assim, a nova lei não extingue o auxílio-reclusão, mas limita seu alcance ao excluir casos ligados ao crime organizado.
Além disso, a legislação estabelece critérios mais claros para caracterizar organizações criminosas e prevê penas mais severas para lideranças. Segundo o governo federal, a proposta busca fortalecer o combate a grupos que atuam com violência e controle territorial no país.
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