Renda exigida para financiar imóveis em Goiânia pode chegar a R$ 260 mil; veja bairros mais caros
Análise considera preços médios anunciados em imobiliárias e condições atuais de crédito praticadas por grandes bancos privados
Quem pretende comprar um imóvel financiado em Goiânia no início de 2026 precisa estar preparado para uma realidade bastante variável – e, em muitos casos, restritiva. Isso porque um levantamento da empresa Loft revela que a renda mínima exigida pelos bancos pode ir de cerca de R$ 17 mil a mais de R$ 260 mil mensais, dependendo do bairro e do padrão do imóvel.
A análise, chamada de “Financiômetro”, considera os preços médios anunciados em plataformas imobiliárias e as condições atuais de crédito praticadas por grandes bancos privados.
A simulação leva em conta financiamento de 80% do valor do imóvel, prazo de até 420 meses e taxas vigentes no mercado.
Diferença gritante
Nos bairros com maior volume de ofertas, a disparidade é evidente. Em regiões valorizadas como Setor Marista, Setor Bueno e Jardim Goiás, a renda necessária para financiar um imóvel padrão varia entre R$ 40 mil e R$ 64 mil mensais.
Já em áreas mais ”acessíveis”, como Vila Rosa e Setor Central, o valor mínimo exigido cai para uma faixa entre R$ 17 mil e R$ 22 mil. Porém, ainda continua muito acima da renda média da população goiana.
Segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2024, o rendimento mensal domiciliar per capita em Goiás estava em R$ 2.059.
Alto padrão exige renda acima de R$ 100 mil
O levantamento também destaca os bairros com imóveis de alto padrão, onde o valor financiado exige renda significativamente maior.
Em regiões como Alphaville Flamboyant e Aldeia do Vale, a renda mínima pode ultrapassar R$ 260 mil mensais, considerando imóveis com valores entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões.
Outros empreendimentos de alto padrão, como Jardins Munique, Granville e Goiânia Golfe Clube, também aparecem com exigências de renda mensal de R$ 154 mil, R$ 126 mil e R$ 102 mil, respectivamente.
Taxa de juros
O cenário atual ainda é influenciado pelos juros elevados. A taxa básica de juros, a Selic, está em 14,75% ao ano após uma leve queda recente, o que impacta diretamente o custo do financiamento.
De acordo com Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o mercado de crédito imobiliário costuma reagir com atraso às mudanças na taxa básica, o que significa que as condições atuais devem persistir por algum tempo.
“Com a queda da Selic, a tendência é que o financiamento fique mais vantajoso ao longo dos próximos meses. Por outro lado, o preço dos imóveis também pode reagir a esse movimento”, destacou.
Visão geral
Vale destacar que o “Financiômetro” cruza dados de preços médios dos imóveis com simulações de financiamento baseadas nas políticas de bancos como Bradesco, Itaú e Santander.
Apesar disso, a empresa ressalta que os valores são estimativas. Na prática, as condições podem variar de acordo com o perfil do comprador e a análise de crédito feita por cada instituição financeira.
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