Praia mais poluída do litoral: conheça o local que ninguém deveria entrar, mas todo mundo vai

Mesmo sob sucessivos alertas e longe de ser indicada para banho, uma faixa de areia segue atraindo visitantes por um motivo que vai além do mar

Layne Brito -
Praia mais poluída do litoral
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

À primeira vista, tudo parece convidativo. O cenário é bonito, o movimento de turistas continua, os quiosques ajudam a compor o clima de passeio e a paisagem faz o local parecer apenas mais um ponto disputado do litoral.

Mas basta olhar com mais atenção para perceber que, por trás da aparência de destino comum de verão, existe um problema que transforma a visita em motivo de preocupação.

O contraste fica ainda mais evidente na Praia do Perequê, localizada em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Apesar de ser apontada como uma das mais poluídas da região, a faixa de areia continua recebendo banhistas, curiosos e frequentadores ao longo de praticamente todo o ano.

O alerta não é novo, mas parece não ser suficiente para afastar quem chega ao local em busca de lazer, descanso ou da experiência típica de um dia à beira-mar.

A poluição que atinge a praia está ligada, principalmente, à contaminação por esgoto.

O problema envolve a presença de bactérias fecais na água, reflexo de falhas históricas no saneamento, descarte irregular e influência de cursos d’água que acabam carregando resíduos até o mar.

Em vez de apenas comprometer o aspecto da praia, esse tipo de contaminação acende um sinal de alerta por representar risco direto à saúde de quem entra na água.

Em casos assim, o banho de mar pode expor frequentadores a infecções gastrointestinais, irritações na pele e outros problemas causados pela má qualidade da água.

Ainda assim, o fluxo de pessoas segue impulsionado por fatores como o visual da praia, o movimento do comércio e a tradição do ponto entre moradores e turistas.

Essa permanência de visitantes, mesmo diante da contaminação, expõe um contraste incômodo entre beleza natural e descaso ambiental.

O que deveria servir como espaço seguro de lazer acaba se tornando símbolo de um problema maior, ligado à poluição persistente e à dificuldade de recuperar áreas que seguem sofrendo com impactos constantes.

Mais do que chamar atenção pelo aspecto visual, o caso acende um alerta sobre a importância de verificar as condições de balneabilidade antes de qualquer mergulho.

Em um litoral marcado por destinos concorridos, nem sempre a praia mais movimentada é também a mais segura.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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