Márcio Corrêa envia LDO de 2027 à Câmara com previsão de orçamento de R$ 2,6 bilhões para Anápolis

Valor representa crescimento de cerca de 4% em relação ao exercício atual e antecipa como a Prefeitura pretende distribuir os recursos

Ícaro Gonçalves -
Márcio Corrêa envia LDO de 2027 à Câmara com previsão de orçamento de R$ 2,6 bilhões para Anápolis
Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis. (Foto: Allyne Laís/Câmara Municipal)

O prefeito Márcio Corrêa (PL) encaminhou nesta quarta-feira (22) à Câmara Municipal de Anápolis o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que prevê um orçamento de R$ 2,69 bilhões para o próximo ano.

O valor representa crescimento de cerca de 4% em relação ao exercício atual e antecipa como a Prefeitura pretende distribuir os recursos.

Na prática, o documento indica que a maior parte do dinheiro continuará concentrada na manutenção da máquina pública, pagamento de servidores, contratos e funcionamento dos serviços essenciais.

Além disso, a proposta autoriza o Executivo a remanejar até 20% do orçamento ao longo do ano, sem necessidade de nova autorização legislativa, o que amplia a flexibilidade da gestão sobre bilhões em recursos públicos.

Outro ponto relevante é a previsão de novas operações de crédito, ou seja, empréstimos que podem ser utilizados para financiar obras e projetos.

Com a expectativa de voltar à Capag B ainda neste ano, a Prefeitura tenta aliviar o peso das dívidas e ganhar fôlego no orçamento.

A estratégia também inclui a busca por recursos via convênios e emendas parlamentares, o que pode ampliar os investimentos do município sem depender exclusivamente de recursos próprios.

De onde vem e para onde vai o dinheiro

Quando se observa a origem das receitas, grande parte dos recursos vem de transferências da União e do Estado, além da arrecadação própria de impostos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços (ISS).

Na divisão dos gastos, áreas essenciais permanecem protegidas por exigência constitucional. A educação deve receber pelo menos 25% da receita, enquanto a saúde terá mínimo de 15%, além de 3% destinados à assistência social.

Mesmo com a previsão de crescimento, o orçamento segue pressionado por despesas obrigatórias, como folha de pagamento, encargos, dívida pública e precatórios, o que limita a capacidade de investimento em novas ações.

Dentro desse cenário, o projeto também abre espaço para a realização de concursos públicos, condicionados à disponibilidade orçamentária e ao limite de gastos com pessoal.

Ainda estão previstos recursos para obras de infraestrutura, incluindo pavimentação, drenagem e urbanização, além de programas sociais e ações voltadas a áreas vulneráveis da cidade, como projetos habitacionais para famílias de baixa renda.

Com o envio à Câmara, o projeto passa a tramitar nas comissões da Casa e deve ser analisado inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por avaliar a legalidade da proposta antes da votação em plenário.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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