Com o orçamento apertado, muitas famílias brasileiras chegam ao fim do mês tentando escolher quais contas pagar primeiro. Quando a dívida cresce, o problema vai além dos boletos atrasados: o nome negativado pode dificultar compras parceladas, acesso a crédito e até negociações simples do dia a dia.
Por isso, qualquer chance de reduzir o valor devido costuma chamar atenção de quem tenta reorganizar a vida financeira. Ainda assim, é importante entender que nem toda ajuda do governo significa dinheiro caindo diretamente na conta.
No caso do Novo Desenrola Brasil, também chamado de Desenrola 2.0, o apoio acontece por meio de renegociação. Ou seja, o consumidor pode conseguir condições melhores para quitar ou parcelar dívidas antigas.
Novo Desenrola Brasil pode ajudar endividados
O Novo Desenrola Brasil foi lançado pelo Governo Federal por meio da Medida Provisória nº 1.355/2026. Segundo o Ministério da Fazenda, o programa terá duração prevista de 90 dias e busca ajudar famílias inadimplentes a reorganizar as finanças.
A iniciativa não prevê depósito de dinheiro diretamente ao consumidor. Na prática, o programa oferece condições especiais, como descontos, juros reduzidos, prazo maior de pagamento e possibilidade de uso de parte do FGTS para abater ou quitar débitos.
Podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. As dívidas precisam ter sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estar em atraso dentro do período previsto pelas regras do programa.
Quais dívidas podem entrar
O programa é voltado para dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado, também chamado de crédito pessoal ou CDC. Para verificar as condições, o consumidor deve procurar diretamente o banco ou a instituição financeira onde possui o débito.
Pelas regras divulgadas pelo governo, os descontos podem chegar a 90%, dependendo do tipo de dívida e do tempo de atraso. Além disso, o novo crédito terá juros máximos de 1,99% ao mês e poderá ser pago em até 48 meses.
Cada pessoa poderá contratar até R$ 15 mil por instituição financeira, desde que se enquadre nas regras e tenha a proposta aprovada pelo banco.
FGTS poderá ser usado em alguns casos
Uma das novidades do Novo Desenrola Brasil é a possibilidade de usar parte do FGTS. De acordo com material oficial do governo, o trabalhador poderá utilizar 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente as dívidas dentro do programa.
Outra medida prevista é a desnegativação relacionada a dívidas de até R$ 100, conforme as regras operacionais das instituições participantes. Já quem aderir ao programa ficará com o CPF bloqueado por 12 meses para apostas online autorizadas.
Apesar das facilidades, o consumidor precisa avaliar se a nova parcela realmente cabe no orçamento. A renegociação pode ser uma chance de recomeço, mas só ajuda de fato quando evita que a dívida volte a crescer.
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