Não é levando susto: médico ensina técnica para se livrar do soluço na hora

Soluço costuma render soluções curiosas, mas especialista explica por que o incômodo surge e quando merece atenção médica

Gustavo de Souza -
Não é levando susto: médico ensina técnica para se livrar do soluço na hora
(Foto: Ilustração/Anastasia Shuraeva/Pexels)

Prender a respiração, beber água de cabeça para baixo ou esperar alguém dar um susto. Quando o soluço aparece, quase todo mundo já ouviu uma dessas receitas populares para tentar acabar com o incômodo.

Mas, apesar de fazer parte do imaginário popular, o susto não é exatamente a explicação mais segura para resolver o problema. O Dr. Hussein Awada chamou atenção nas redes sociais ao mostrar uma alternativa simples, que dispensa sustos e tenta agir diretamente no mecanismo envolvido no soluço.

Antes da técnica, é preciso entender o que acontece no corpo. O soluço surge quando o diafragma, músculo que participa da respiração e separa o tórax do abdômen, se contrai de forma involuntária. Em seguida, há o fechamento repentino da glote, o que produz o som característico.

No vídeo, o médico orienta repetir rapidamente algumas sílabas, como “di, di, di”, “ka, ka, ka” e “ni, ni, ni”. A ideia é alterar momentaneamente o padrão da respiração e movimentar estruturas da boca e da garganta, regiões ligadas ao processo que gera o soluço.

Na maior parte das vezes, o soluço desaparece sozinho em poucos minutos. Ele pode ser provocado por comer demais, ingerir bebidas gaseificadas, mascar chiclete, fumar, sofrer mudanças bruscas de temperatura ou passar por momentos de estresse.

O sinal de alerta aparece quando o incômodo se prolonga. Segundo orientações médicas, soluços que duram mais de 48 horas, atrapalham o sono, a alimentação ou a respiração devem ser investigados por um profissional de saúde.

Veja abaixo as instruções do Dr. Hussein Awada:

 

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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