Quantas horas uma pessoa precisa caminhar para compensar um dia sentado, segundo profissionais da saúde

Rotina marcada por longos períodos parado exige atenção a um hábito simples que pode fazer diferença no bem-estar

Layne Brito -
Quantas horas uma pessoa precisa caminhar
(Foto: Reprodução/Pexels)

Passar boa parte do dia sentado virou realidade para muita gente. Trabalho em frente ao computador, horas no trânsito, estudos, reuniões online e momentos de descanso no sofá fazem com que o corpo fique parado por mais tempo do que deveria.

Com o tempo, essa rotina pode pesar. Dores nas costas, sensação de rigidez, cansaço, má circulação e queda na disposição são alguns sinais percebidos por quem passa muitas horas sem se movimentar.

Por isso, uma dúvida comum começou a ganhar espaço: quanto é preciso caminhar para reduzir os efeitos de um dia sentado?

Segundo profissionais da saúde, a resposta não está exatamente em “horas” de caminhada. Para a maioria das pessoas, cerca de 30 a 40 minutos diários de atividade moderada a vigorosa já podem ajudar a compensar parte dos impactos de uma rotina sedentária.

Na prática, isso significa caminhar em ritmo mais firme, a ponto de acelerar levemente a respiração e os batimentos cardíacos, mas ainda permitindo manter uma conversa curta.

A caminhada muito lenta também é válida para sair da inércia, mas pode não ter o mesmo efeito quando o objetivo é equilibrar longos períodos sentado.

Subir escadas, pedalar, fazer tarefas domésticas mais intensas ou intercalar pequenos deslocamentos ao longo do dia também pode entrar nessa conta.

O importante é tirar o corpo da imobilidade e fazer o movimento virar parte da rotina.

Outro ponto reforçado por especialistas é que a caminhada depois do expediente ajuda, mas não deve ser a única estratégia.

Quem passa muitas horas sentado também precisa fazer pausas durante o dia.

Levantar por alguns minutos, alongar, buscar água ou caminhar dentro de casa ou do escritório já contribui para reduzir o tempo contínuo em repouso.

Ainda assim, a atividade física não funciona como um passe livre para ficar parado o dia inteiro sem consequências.

Ela ajuda a reduzir riscos e melhorar a disposição, mas o ideal é combinar exercícios regulares com pausas frequentes.

Pessoas com problemas cardíacos, dores persistentes, limitações físicas ou histórico de lesões devem procurar orientação profissional antes de iniciar uma rotina de caminhada mais intensa.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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