A carne mais macia e saborosa que a picanha que chega a custa metade, segundo churrasqueiro

Corte pouco valorizado no açougue pode surpreender na churrasqueira quando preparado da forma certa

Layne Brito -
A carne mais macia e saborosa que a picanha que chega a custa metade, segundo churrasqueiro
(Foto: Reprodução)

A picanha costuma ocupar o posto de estrela do churrasco. Basta falar em carne na brasa para muita gente pensar logo nela, com capa de gordura, fatias suculentas e preço cada vez mais alto no açougue.

Mas, segundo churrasqueiros, existe um corte que pode entregar um resultado tão bom quanto, e até melhor para quem busca maciez e sabor, sem precisar gastar tanto.

A diferença está em saber pedir a carne certa e entender que, muitas vezes, o segredo não está no nome mais famoso, mas na forma como o corte é manipulado.

A carne em questão é o sete da paleta, também conhecido como raquete.

Quando vendido apenas como paleta, esse corte costuma ser usado em receitas cozidas, carne moída ou preparos de panela.

Por isso, muita gente passa por ele no açougue sem imaginar o potencial que ele tem.

O detalhe que muda tudo está na limpeza da peça.

Ao retirar o nervo que fica no meio da carne, o açougueiro consegue transformar o corte em duas peças conhecidas como flat iron, muito valorizadas em steakhouses e restaurantes especializados em carne.

Depois dessa manipulação, a carne ganha outro status.

O flat iron é conhecido pela maciez, pela suculência e pelo sabor marcante. Segundo churrasqueiros, ele chega a perder apenas para o filé-mignon quando o assunto é textura macia.

A vantagem é que, no açougue comum, o sete da paleta pode ser encontrado por um preço bem mais acessível do que cortes famosos, como a picanha.

Em alguns lugares, dependendo da região e da oferta, pode custar bem menos, o que torna a escolha ainda mais interessante.

Outro ponto importante é que a carne não precisa ser necessariamente Angus para entregar bom resultado.

Mesmo em animais Nelore, bastante comuns no Brasil, o corte pode surpreender quando é bem limpo, bem cortado e preparado corretamente.

Na churrasqueira, o ideal é fazer o flat iron em bifes mais altos, com fogo forte para selar por fora e manter o interior suculento.

Sal grosso ou sal de parrilla já são suficientes para valorizar o sabor natural da carne.

Também é importante não passar demais do ponto.

Por ser um corte macio, ele fica melhor quando servido ao ponto ou levemente rosado, preservando a umidade e a textura.

Para quem quer fugir do óbvio no churrasco, vale pedir ao açougueiro pelo sete da paleta ou raquete e perguntar se ele consegue retirar o nervo central para transformar a peça em flat iron.

Essa etapa faz toda a diferença no resultado final.

No fim, a picanha continua sendo um clássico, mas não é a única carne capaz de impressionar na brasa.

Quando bem preparado, o flat iron mostra que um corte menos conhecido pode entregar maciez, sabor e custo-benefício de respeito.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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