Goiás lidera faturamento da indústria no Centro-Oeste, mas remuneração fica abaixo da média do país

Levantamento do IBGE aponta que setor alcançou receita líquida de vendas de R$ 215 bilhões no ano passado, o maior volume entre os estados da região

Augusto Araújo Augusto Araújo -
Goiás lidera faturamento da indústria no Centro-Oeste, mas remuneração fica abaixo da média do país
Imagem ilustrativa de trabalhador em indústria. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Goiás se consolidou como a principal potência industrial do Centro-Oeste em 2024, liderando a região em faturamento, número de empresas e geração de empregos. Apesar do desempenho econômico expressivo, os trabalhadores do setor ainda recebem, em média, salários inferiores aos registrados no restante do país.

Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, a indústria goiana alcançou receita líquida de vendas de R$ 215 bilhões no ano passado, o maior volume entre os estados do Centro-Oeste.

O estado também se destacou pelo número de estabelecimentos industriais. Foram contabilizadas 7,6 mil unidades locais com cinco ou mais pessoas ocupadas, quantidade superior à registrada pelos demais estados da região.

Além disso, Goiás concentrou quase metade de toda a mão de obra industrial do Centro-Oeste, com 270,1 mil trabalhadores empregados até o fim de 2024.

Outro indicador que evidencia a força do setor é o total pago em salários, retiradas e outras remunerações, que chegou a R$ 12,6 bilhões ao longo do ano.

Já os custos das operações industriais, incluindo gastos com matérias-primas, energia, combustíveis e serviços ligados à produção, somaram R$ 140,9 bilhões.

Contradição

Apesar dos números robustos, a remuneração média mensal da indústria goiana ficou abaixo da média nacional. Em 2024, os trabalhadores do setor receberam, em média, R$ 3.575 por mês, enquanto a média brasileira foi de R$ 4.343.

No Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal apresentou remuneração inferior à de Goiás, com média de R$ 3.433. No ranking nacional, o estado ocupou a 12ª posição em salários pagos pela indústria.

O levantamento também mostra que Goiás figura entre os principais polos industriais do país. O estado aparece na sétima colocação nacional em número de trabalhadores e de unidades industriais, além de ocupar a oitava posição em receita líquida de vendas.

Os dados revelam um cenário de forte crescimento e relevância econômica da indústria goiana, que lidera diversos indicadores na região.

No entanto, também apontam que o avanço do setor ainda não se reflete em remunerações equivalentes à média paga aos trabalhadores da indústria brasileira.

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Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.

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