Batata-inglesa acumula alta de mais de 111% em Goiás em apenas seis meses

Enquanto alimentos seguem pressionando o orçamento das famílias, etanol registrou queda e ajudou a conter uma alta ainda maior no índice

Pedro Pedro Ribeiro -
Batata-inglesa acumula alta de mais de 111% em Goiás em apenas seis meses
Além da batata, feijão, arroz e carnes também apresentaram alta na capital goiana. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O preço da batata-inglesa mais que dobrou em Goiás ao longo do primeiro semestre de 2026.

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, em Goiânia — cidade utilizada como referência da pesquisa no estado —, o alimento acumula alta de 111,88% no ano.

Somente em junho, o aumento foi de 30,84%, tornando o tubérculo o principal responsável pela prévia da inflação no estado.

Esta foi a quarta alta consecutiva da batata-inglesa e uma das maiores já registradas para o produto desde o início da série histórica do levantamento.

No cenário nacional, a situação também chama atenção: o alimento subiu 29,42% apenas em junho e acumula valorização de 100,20% no primeiro semestre.

Além da batata-inglesa, outros alimentos também ficaram mais caros em Goiânia e pressionaram o orçamento das famílias goianas.

O feijão-carioca registrou alta de 22,53%, o arroz avançou 2,91% e as carnes tiveram aumento de 1,10%. Em contrapartida, o café moído apresentou queda de 2,66%, amenizando parte da pressão sobre os consumidores.

Apesar da disparada dos alimentos, a prévia da inflação desacelerou em Goiânia. O IPCA-15 passou de 1,41% em maio para 0,44% em junho, embora a capital goiana complete dez meses consecutivos de alta nos preços.

A redução nos combustíveis ajudou a conter o avanço da inflação. O etanol ficou 7,45% mais barato em junho e passou a acumular queda de 2,18% no primeiro semestre.

O óleo diesel recuou 2,99%, enquanto a gasolina teve leve alta de apenas 0,05%.

Em todo o país, o IPCA-15 ficou em 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% registrados em maio. Alimentação e bebidas (0,74%) e habitação (0,72%) foram os grupos que mais influenciaram o índice, impulsionados principalmente pela alta da energia elétrica residencial e de alimentos como batata-inglesa, tomate e feijão-carioca.

Com o resultado, Goiânia encerra o primeiro semestre com inflação acumulada de 3,79% em 2026 e de 5,45% nos últimos 12 meses.

Como o município integra a amostra do IBGE para o estado, os números servem de referência para acompanhar o comportamento dos preços em Goiás.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país por utilizar metodologia semelhante à do IPCA, diferenciando-se apenas pelo período de coleta dos preços.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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