Mãe de 9 filhos e avó de 12 netos recebe casa de 27 m² do governo feita de plástico reciclado e erguida em 15 horas com blocos que encaixam como Lego
Projeto inovador desperta atenção ao reunir criatividade, eficiência e transformação social em única iniciativa

Uma iniciativa desenvolvida em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, reuniu reciclagem, tecnologia construtiva e habitação social para entregar uma moradia sustentável a uma família em situação de vulnerabilidade.
A primeira unidade do projeto Moradia Semente Eco Sustentável foi destinada a Rejane Alves de Souza, de 45 anos, mãe de nove filhos e avó de 12 netos.
A casa possui 27 metros quadrados, foi montada em apenas 15 horas e utiliza blocos produzidos com plástico reciclado, que se encaixam de forma semelhante às peças de Lego.
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O projeto foi desenvolvido pela TETO Brasil em parceria com as empresas Fuplastic, Amanco Wavin, Esquadrisul e Biosaneamento.
Construída na comunidade Porto de Areia, formada em grande parte por catadores de materiais recicláveis, a residência foi planejada para oferecer conforto, rapidez na execução e menor impacto ambiental.
Segundo a organização, aproximadamente duas toneladas de resíduos plásticos deixaram de ir para o meio ambiente e foram reaproveitadas na construção da unidade piloto.

(Foto: Reprodução / Youtube)
Tecnologia sustentável
A moradia conta com sala e cozinha integradas, um dormitório, banheiro, portas, janelas e instalações elétrica e hidráulica completas.
Os blocos modulares dispensam métodos tradicionais de alvenaria em grande parte da montagem, reduzindo o tempo de construção e facilitando futuras ampliações ou manutenções. O sistema também contribui para diminuir a geração de entulho e o consumo de materiais convencionais utilizados na construção civil.
Projeto social

(Foto: Reprodução / Youtube)
Além de oferecer uma nova alternativa para habitação popular, a iniciativa pretende servir como modelo para a construção de até mil moradias semelhantes no Brasil.
A escolha de Rejane Alves de Souza ocorreu após anos de acompanhamento da comunidade pela TETO Brasil.
A organização destaca que ela passou a viver em situação de vulnerabilidade depois de perder o emprego em razão de problemas de saúde causados por artrose na região lombar.
O projeto demonstra como inovação, reciclagem e parcerias entre organizações sociais e empresas podem contribuir para ampliar o acesso à moradia digna de forma mais rápida e sustentável.
Confira mais detalhes dessa história bonita:
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