Manuel, pedreiro com mais de 30 anos de experiência: “Há mais mão de obra do que nunca, mas não mão de obra qualificada”
Profissional aponta que o setor tem trabalhadores disponíveis, mas enfrenta dificuldade para encontrar pessoas preparadas para funções técnicas

A construção civil vive um momento de forte demanda, mas também enfrenta um desafio que preocupa empresas e profissionais experientes: a falta de mão de obra qualificada.
A situação foi resumida pelo pedreiro Manuel Armando, que tem 30 anos de atuação no setor. Em entrevista ao podcast Sector Oficios, ele afirmou que “há mais mão de obra do que nunca, mas não mão de obra qualificada”.
A fala ganhou repercussão por apontar um problema sentido em obras, reformas e serviços técnicos. Embora existam pessoas em busca de trabalho, muitas empresas relatam dificuldade para encontrar profissionais preparados para funções básicas e especializadas.
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(Imagem: Captura de tela/YouTube/Sector oficios podcast)
Falta de qualificação preocupa o setor
Segundo Armando, o problema não está apenas na quantidade de candidatos, mas na formação prática de quem chega ao mercado. Para ele, a diferença entre iniciantes e profissionais experientes tem ficado cada vez menor, o que dificulta o aprendizado dentro das obras.
A construção civil exige conhecimento técnico, precisão e experiência. Pedreiros, eletricistas, encanadores, carpinteiros, soldadores e operadores de máquinas estão entre os profissionais mais procurados.
Quando faltam trabalhadores qualificados, os impactos aparecem rapidamente. Obras atrasam, custos aumentam e empresas têm mais dificuldade para cumprir prazos.
Jovens se afastam da construção
Outro ponto citado por profissionais do setor é a falta de renovação geracional. Muitos jovens têm preferido empregos menos exigentes fisicamente ou ligados ao ambiente digital.
A construção civil, por outro lado, envolve esforço físico, exposição ao sol, rotina intensa e necessidade de aprendizado contínuo. Esses fatores acabam afastando parte dos novos trabalhadores.
Ao mesmo tempo, muitos profissionais experientes se aproximam da aposentadoria, aumentando a preocupação com a transmissão de conhecimento.
Para especialistas e trabalhadores da área, a saída passa por valorização profissional, capacitação prática e oportunidades reais de formação dentro das próprias empresas.
Sem isso, a construção civil pode continuar enfrentando dificuldades para preencher vagas essenciais, mesmo em um momento de grande procura por obras e reformas.
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