A cirurgia mais cara do mundo durou 26 horas, mobilizou mais de 100 profissionais e custou cerca de R$ 5 milhões

Procedimento histórico substituiu grande parte do rosto de um bombeiro que sofreu queimaduras graves durante um incêndio

Gabriel Dias Gabriel Dias -
A cirurgia mais cara do mundo durou 26 horas, mobilizou mais de 100 profissionais e custou cerca de R$ 5 milhões
(Foto: Reprodução)

Uma complexa operação realizada nos Estados Unidos ganhou destaque pelo custo estimado em US$ 1 milhão, valor equivalente a aproximadamente R$ 5 milhões. O procedimento durou 26 horas e mobilizou uma equipe de mais de 100 profissionais.

Embora seja frequentemente apresentada como a cirurgia mais cara do mundo, não existe um levantamento oficial que confirme esse título. Ainda assim, o transplante facial está entre os procedimentos médicos mais complexos e dispendiosos já realizados.

O paciente foi Patrick Hardison, um bombeiro voluntário que teve o rosto destruído durante o combate a um incêndio, em 2001.

Transplante facial substituiu grande parte do rosto

A cirurgia aconteceu em agosto de 2015, no NYU Langone Medical Center, em Nova York. O procedimento foi comandado pelo cirurgião Eduardo Rodriguez e, na época, foi anunciado como o transplante facial mais extenso da história.

Hardison recebeu o couro cabeludo, as orelhas, as pálpebras e grande parte da pele do rosto. A equipe também transplantou estruturas ósseas e precisou conectar vasos sanguíneos, músculos e nervos.

O doador foi David Rodebaugh, de 26 anos, que morreu após sofrer um acidente de bicicleta. A doação dos tecidos foi autorizada pela família.

Antes da operação, Hardison já havia passado por dezenas de cirurgias reconstrutivas. Mesmo assim, continuava com dificuldades para respirar, enxergar e realizar tarefas simples.

A cirurgia mais cara do mundo durou 26 horas, mobilizou mais de 100 profissionais e custou cerca de R$ 5 milhões

(Foto: Divulgação/NYU Langone)

Paciente recuperou funções importantes

Uma das principais conquistas foi a recuperação da capacidade de piscar e fechar os olhos durante o sono. Sem as pálpebras, o paciente corria o risco de sofrer lesões permanentes e perder a visão.

Depois do transplante facial, Hardison também conseguiu retomar parte da rotina e voltar a frequentar espaços públicos com maior tranquilidade.

Apesar do sucesso, o tratamento não terminou com a cirurgia. O paciente precisa tomar medicamentos imunossupressores durante toda a vida para reduzir o risco de rejeição.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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