Sal refinado, sal rosa, sal marinho ou sal grosso: veja a diferença e qual é o melhor para usar no dia a dia
Cor, tamanho dos cristais e forma de processamento mudam entre as opções, mas um detalhe do rótulo pesa mais na escolha

As prateleiras dos supermercados oferecem diferentes tipos de sal, com preços, cores e texturas variadas. Diante de tantas opções, é comum acreditar que alguns produtos trazem benefícios muito superiores aos demais.
No entanto, a aparência não determina sozinha a qualidade nutricional. Para escolher corretamente, o consumidor precisa observar a composição, a presença de iodo e, principalmente, a quantidade usada nas refeições.
O que realmente muda entre os tipos de sal
Todos esses produtos apresentam o cloreto de sódio como principal componente. Por isso, sal refinado, marinho, rosa e grosso fornecem quantidades relevantes de sódio.
As diferenças aparecem no tamanho dos cristais, na origem, no processamento e na presença de pequenas quantidades de minerais. Entretanto, esses minerais costumam aparecer em níveis baixos demais para transformar o sal em uma fonte nutricional importante.
Além disso, cristais maiores ocupam mais espaço em uma colher. Dessa forma, uma colher rasa de sal grosso pode pesar menos que a mesma medida de sal refinado, mas isso não torna o produto naturalmente mais saudável.
Sal rosa não é necessariamente mais saudável
O sal rosa contém traços de minerais que dão ao produto sua coloração característica. Apesar disso, ele continua composto principalmente por cloreto de sódio.
Portanto, trocar o sal branco pelo rosa não garante uma redução significativa no consumo de sódio. Também não existem evidências suficientes para tratar o produto como uma alternativa capaz de prevenir doenças.
Outro ponto importante envolve o iodo. Uma análise do Instituto Adolfo Lutz encontrou diferenças na concentração desse nutriente entre amostras de sal refinado iodado e sal rosa comercializadas em São Paulo. Por isso, o consumidor deve conferir no rótulo se o produto recebeu iodação adequada.
Qual é o melhor sal para usar no dia a dia
Para o uso cotidiano, o sal refinado iodado costuma ser a opção mais prática. Ele dissolve facilmente, permite controlar melhor a quantidade e fornece iodo quando atende às regras brasileiras.
O sal marinho iodado também pode entrar na rotina. Nesse caso, a escolha depende da textura e do sabor desejados, já que ele não oferece uma vantagem expressiva quando comparado ao refinado na mesma quantidade.
A legislação brasileira proíbe a comercialização direta de sal comum ou refinado sem os teores de iodo estabelecidos pelas autoridades sanitárias. O país adotou a iodação para ajudar a prevenir problemas causados pela deficiência desse nutriente.
Assim, o melhor produto não é necessariamente o mais caro ou colorido. O ideal é escolher uma opção iodada, verificar a quantidade de sódio no rótulo e usar pouco durante o preparo.
Para que serve cada tipo
O sal refinado apresenta cristais pequenos e uniformes. Por isso, funciona bem em arroz, feijão, molhos, massas e receitas que exigem distribuição rápida do tempero.
Já o sal marinho passa por menor refinamento em algumas versões e pode ter cristais de tamanhos diferentes. Ele serve tanto para cozinhar quanto para finalizar pratos, desde que o consumidor controle a porção.
O sal grosso tem cristais grandes e aparece principalmente em churrascos e preparações assadas. Como dificulta a distribuição uniforme em pratos comuns, pode levar a áreas muito salgadas quando usado sem cuidado.
Por sua vez, o sal rosa costuma entrar em receitas e finalizações pela aparência e pelo sabor. Contudo, ele não deve receber a classificação de “sal saudável” apenas por conter traços minerais.
Quantidade importa mais que a variedade
A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos consumam menos de 2 mil mg de sódio por dia. Isso equivale a menos de 5 g de sal, quantidade próxima de uma colher de chá rasa.
O consumo excessivo de sódio aumenta a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares. Além do sal colocado na comida, produtos industrializados, embutidos, temperos prontos e refeições preparadas também contribuem para o total diário.
Portanto, nenhuma variedade oferece liberdade para usar grandes quantidades. Reduzir gradualmente o sal e valorizar alho, cebola, ervas, limão e outros temperos costuma trazer mais benefício do que simplesmente trocar um tipo por outro.
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