Fábrica que tem 600 funcionários entra em falência com dívida acumulada de R$ 85 milhões
Com dívida de R$ 85 milhões, fabricante de móveis continuará produzindo enquanto a Justiça conduz a venda das empresas do grupo

Uma tradicional fábrica de móveis do Rio Grande do Sul teve a falência decretada pela Justiça após a rejeição do plano de recuperação judicial pelos credores.
O grupo acumula cerca de R$ 85 milhões em dívidas, mas continuará operando temporariamente enquanto busca um comprador para as fábricas e demais ativos.
A decisão envolve o Grupo Ditália, fundado em Bento Gonçalves e com operação em Monte Belo do Sul. A empresa chegou a empregar cerca de 600 trabalhadores ao longo de sua história e enfrentava o segundo processo de recuperação judicial.
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Credores rejeitaram plano de recuperação
A falência foi decretada pelo juiz André Dal Soglio Coelho após os credores recusarem tanto o plano de recuperação quanto a apresentação de uma nova proposta.
Durante o processo, a empresa ainda tentou obter a homologação do plano por meio do mecanismo conhecido como cram down, que permite a aprovação judicial mesmo sem o aval dos credores em determinadas situações. No entanto, a Justiça concluiu que os requisitos legais não foram atendidos.
Segundo a defesa da Ditália, a decisão será contestada por meio de recurso.
Produção continuará durante busca por comprador
Apesar da falência, as atividades da fabricante não serão encerradas imediatamente. A intenção do administrador judicial é vender o grupo como uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), preservando a operação e aumentando as chances de atrair investidores.
Enquanto isso, a empresa seguirá funcionando, mantendo os atuais 101 funcionários e honrando despesas operacionais durante o processo de venda.
Os interessados poderão apresentar propostas até 30 de setembro. Caso haja mais de um comprador, a negociação será realizada por meio de leilão judicial.

(Foto: Reprodução)
Empresa nasceu em 1990 e se tornou referência no setor
O Grupo Ditália iniciou as atividades em 1990, em Bento Gonçalves, produzindo estofados em um espaço de apenas 70 metros quadrados.
Com o crescimento dos negócios, ampliou a estrutura, transferiu a fábrica para Monte Belo do Sul e chegou a empregar cerca de 600 trabalhadores.
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