Aos 35 anos, brasileiro que há dez anos nem tinha passaporte entrou para o Guinness ao visitar 193 países do mundo em apenas 2 anos e 42 dias
História impressionante revela como persistência pode romper barreiras consideradas inalcançáveis por muitos atualmente

O paulista Robson Jesus, de 35 anos, entrou para o Guinness World Records ao se tornar o homem que visitou os 193 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) no menor tempo já registrado.
A jornada foi concluída em dois anos e 42 dias, começando em 28 de fevereiro de 2022, na Tailândia, e terminando em 10 de abril de 2024, quando retornou a São Paulo.
O reconhecimento oficial foi divulgado pelo Guinness em outubro de 2024 e colocou o brasileiro entre os grandes nomes das expedições internacionais.
Antes desse feito, Robson permaneceu, em média, três dias em cada país, enfrentando uma intensa rotina de deslocamentos, mudanças de fuso horário e diferentes culturas ao redor do planeta.
Até cerca de dez anos antes de iniciar esse desafio, Robson sequer possuía passaporte. Morador da periferia de Osasco, na Grande São Paulo, ele trabalhava como gestor hospitalar e fez sua primeira viagem internacional apenas em 2014, quando visitou Buenos Aires, na Argentina.
Durante a pandemia de Covid-19, em 2021, decidiu transformar o antigo sonho de conhecer o mundo em um objetivo concreto.
Ao pesquisar histórias de grandes viajantes, percebeu a baixa representatividade de criadores de conteúdo negros nesse segmento e decidiu que sua jornada também serviria para inspirar outras pessoas a acreditarem que metas aparentemente distantes podem ser alcançadas.

(Foto: Reprodução / Instagram)
Planejamento decisivo
A realização da expedição exigiu um planejamento detalhado. Para dar início ao projeto, Robson utilizou aproximadamente R$ 100 mil que havia economizado ao longo dos anos.
No decorrer da viagem, porém, os custos chegaram a cerca de R$ 700 mil, considerando passagens aéreas, hospedagens, vistos, seguros, transporte terrestre e demais despesas.
Ao todo, o brasileiro percorreu 35 países nas Américas, 49 na Europa, 54 na África, 44 na Ásia e 14 na Oceania, organizando uma logística complexa para cumprir o cronograma e atender às exigências do Guinness para homologação do recorde.
Legado além das viagens
Mais do que estabelecer um novo recorde mundial, Robson afirma que sua missão sempre foi mostrar que origem, condição financeira ou falta de oportunidades não precisam definir o futuro de uma pessoa.
Ao compartilhar sua experiência nas redes sociais e em palestras, ele incentiva jovens a investir em planejamento, educação financeira e persistência para realizar grandes projetos.
Sua trajetória demonstra que um sonho iniciado por alguém que, há poucos anos, nem sequer possuía passaporte, pode se transformar em uma conquista reconhecida internacionalmente e servir de inspiração para pessoas de diferentes partes do mundo.
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