Não é veneno, nem ratoeira: como manter os ratos longe de casa sem gastar com técnico, segundo dedetizadores

Medidas simples podem tornar o ambiente menos atrativo aos roedores e reforçar a proteção de cozinhas, quintais e áreas de serviço

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Não é veneno, nem ratoeira: como manter os ratos longe de casa sem gastar com técnico, segundo dedetizadores
(Imagem: Ilustração/Captura de Tela/Youtube)

Encontrar embalagens roídas, fezes pequenas ou ruídos durante a noite pode indicar a presença de ratos. Antes de recorrer a produtos tóxicos, algumas mudanças no ambiente ajudam a reduzir o risco de os animais entrarem e permanecerem na residência.

Uma das estratégias complementares citadas por profissionais de controle de pragas é cultivar plantas aromáticas próximas a portas, janelas, muros e possíveis acessos. Hortelã, tomilho, manjericão, arruda, calêndula, crisântemo e erva-de-gato liberam odores intensos que podem tornar determinados pontos menos atrativos aos roedores.

Como usar as plantas

Os vasos podem ser distribuídos em varandas, cozinhas, corredores laterais e áreas de serviço. No quintal, as espécies também podem formar pequenas barreiras perto de paredes, depósitos e locais onde há circulação dos animais.

A hortelã exige atenção porque se espalha rapidamente. Por isso, o cultivo em vasos separados costuma ser mais indicado. Já o manjericão e o tomilho precisam de boa luminosidade e solo sem excesso de água.

Entretanto, o aroma das plantas não funciona como uma barreira infalível. O resultado tende a ser temporário quando a casa continua oferecendo comida, água e abrigo aos ratos.

Proteção começa pela limpeza

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos orienta guardar alimentos em recipientes resistentes e bem fechados, recolher a ração dos animais durante a noite e eliminar vazamentos. Também é necessário remover entulho, papelão e materiais que possam servir de ninho.

Frestas ao redor de portas, tubulações, telhados e ralos devem ser fechadas. Fezes, embalagens roídas e materiais de ninho estão entre os principais sinais de infestação.

As plantas, portanto, funcionam melhor como reforço preventivo. Quando os sinais persistem, aparecem em vários cômodos ou alcançam locais de difícil acesso, a recomendação é buscar uma empresa especializada.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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