Moradores que têm vista para o mar são proibidos de usar suas próprias varandas após decreto da Prefeitura
Restrição começou após a identificação de problemas no concreto, infiltrações e peças soltas em um edifício residencial construído na década de 1960

Moradores de um edifício de frente para o Oceano Atlântico, em Saint-Jean-de-Monts, na França, foram proibidos de usar as próprias varandas por determinação da prefeitura.
A medida começou em 15 de julho, depois que autoridades identificaram sinais de deterioração estrutural no prédio, construído em 1964.
Além disso, a administração municipal passou a considerar que o uso dessas áreas poderia representar risco para os moradores.
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Problemas vão além da aparência
Segundo as informações divulgadas, a situação envolve desgaste no concreto, infiltrações e peças do revestimento que começaram a se desprender.
Além disso, a água da chuva consegue entrar em partes da estrutura.
Uma moradora relatou que algumas placas do piso chegaram a apresentar movimentação.
Por isso, muitos residentes passaram a evitar as varandas mesmo antes da proibição formal.
Prefeitura decidiu restringir o acesso
O prefeito Jean-Marc Beyrand afirmou que a decisão busca proteger quem mora no edifício.
Com a restrição, os residentes não podem permanecer nas varandas enquanto a situação não for resolvida.
Além disso, o caso pode avançar para uma medida ainda mais severa.
Prédio inteiro pode ser interditado
A residência possui cerca de 40 coproprietários.
No entanto, encontrar uma solução depende da contratação de um responsável técnico e também de um acordo entre os donos dos apartamentos.
Se isso não acontecer até dezembro, a prefeitura poderá determinar a interdição do edifício.
Nesse cenário, os moradores teriam que deixar temporariamente os imóveis.
Obras podem pesar no bolso
Outro problema está no custo do reparo.
O presidente do conselho sindical do prédio já afirmou que a obra pode exigir um investimento elevado.
Por isso, alguns proprietários podem tentar vender os apartamentos.
No entanto, a existência de restrições estruturais e a possibilidade de interdição também podem dificultar as negociações e pressionar o valor dos imóveis.
Localização próxima ao mar agrava desgaste
Prédios antigos construídos em regiões litorâneas ficam mais expostos à ação do vento, da maresia e da umidade.
Com o passar do tempo, esses fatores podem acelerar processos de corrosão e deterioração dos materiais.
Por isso, edifícios próximos ao mar exigem manutenção constante e inspeções periódicas.
Caso serve de alerta
A situação mostra que até áreas valorizadas, como varandas com vista para o mar, podem se transformar em problema quando surgem sinais de desgaste estrutural.
Além disso, reforça a importância de observar infiltrações, fissuras, peças soltas ou movimentação de revestimentos.
Nesses casos, o ideal é buscar avaliação técnica antes que o problema aumente.
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