As 5 carnes esquecidas no açougue que custam barato e da certo em qualquer corte, segundo açougueiro do bairro
Alguns cortes pouco conhecidos nem chegam a ficar expostos no balcão, custam menos e podem surpreender pela maciez, sabor e versatilidade no preparo

Na hora de comprar os cortes de carne, muita gente nem olha para a vitrine. Pede patinho, alcatra, contrafilé, acém ou coxão mole e vai embora.
Só que existem alguns cortes que quase nunca entram na lista de compras, custam menos e podem surpreender justamente pela versatilidade. Alguns, inclusive, nem ficam expostos no balcão e acabam guardados na câmara fria, esperando alguém que conheça e peça pela peça.
Em entrevista ao Portal 6, o açougueiro e proprietário de um açougue de bairro, André Santos, explicou que algumas carnes acabam esquecidas simplesmente porque o cliente não conhece o nome ou não sabe como preparar.
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Segundo ele, dependendo de como são cortadas, algumas dessas peças podem ir para a frigideira, churrasqueira, panela ou forno sem fazer feio.
Entre as opções citadas está a aranha bovina, um corte pequeno retirado da região traseira do animal. Ela tem fibras curtas, bastante sabor e pode ser preparada rapidamente na frigideira ou na churrasqueira.
Outra pouco pedida é a bananinha, encontrada entre os ossos da costela. Por ter gordura entremeada, costuma ficar bastante suculenta e funciona principalmente na grelha e no churrasco.
Também entra na lista o bife do vazio, corte retirado da região abdominal do boi. Apesar de ainda ser pouco conhecido em muitos açougues, ele pode ficar macio e saboroso quando cortado corretamente, além de funcionar em bifes, tiras e na churrasqueira.
A quarta opção é o miolo do acém, que muita gente acaba levando apenas quando pede acém comum. Bem limpo, porém, o corte pode ser separado em peças menores e usado em bifes, carne de panela, picadinho e até na grelha.
Por último aparece o sete da paleta, chamado assim pelo formato característico da peça. É uma carne com bastante sabor e que pode ser usada em bifes, cozidos, assados e preparos mais demorados.
Para André, o principal segredo é não chegar ao açougue preso apenas ao nome da carne.
A dica é explicar ao açougueiro o que pretende fazer e perguntar quais cortes menos conhecidos estão bons naquele dia. Dependendo da peça e do lote, é possível levar uma carne mais barata sem necessariamente abrir mão de maciez e sabor.
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