“Paguei R$ 60 em 1 kg de carne e ela ficou dura”: veja se o problema está no corte escolhido ou na maneira de cortar

Preço alto nem sempre garante maciez no prato, e um detalhe observado antes de colocar a faca pode mudar completamente o resultado

Isabella Cavalcante Isabella Cavalcante -
como cortar carne
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Comprar uma peça mais cara e descobrir, na primeira garfada, que a carne ficou dura é uma frustração comum. Porém, nem sempre isso significa que o açougue vendeu um corte ruim: a escolha da peça, a direção da faca e até o tempo de fogo influenciam diretamente a textura.

A carne bovina é formada por feixes de fibras musculares. Em algumas peças, essas linhas ficam bastante visíveis e mostram exatamente a direção em que o músculo se organiza.

A faca pode mudar a sensação de maciez

O segredo está em cortar contra as fibras, ou seja, atravessar essas linhas em vez de acompanhá-las. Dessa forma, a faca encurta os feixes musculares antes mesmo de a carne chegar à boca.

Na prática, fibras menores exigem menos esforço durante a mastigação. Já quando o corte acompanha o sentido delas, cada pedaço mantém estruturas mais longas e pode parecer muito mais resistente.

Por isso, até uma carne considerada macia pode decepcionar se o corte estiver errado. Para identificar o sentido correto, basta observar as linhas paralelas na superfície e posicionar a faca de forma perpendicular a elas.

O corte escolhido também importa

Entretanto, a faca não resolve tudo. Diferentes músculos possuem quantidades distintas de tecido conjuntivo, gordura e fibras, o que também interfere na maciez.

Filé-mignon, por exemplo, possui naturalmente menos tecido conjuntivo do que músculos muito exigidos pelo animal. Já cortes mais firmes podem ficar excelentes quando recebem técnicas adequadas, como cozimento lento.

Além disso, preparar demais um bife pode fazer a carne perder umidade e endurecer. Para tirinhas e bifes finos, frigideira bem quente e pouco tempo de fogo costumam funcionar melhor.

Assim, quando uma carne fica dura, mesmo depois de custar caro, o preço sozinho não explica o resultado. Antes de culpar a peça, vale observar o tipo de corte, a direção das fibras, a espessura e o método escolhido para cozinhar.

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Isabella Cavalcante

Isabella Cavalcante

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde agosto de 2026.

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