Mala de mão no avião: veja o que é permitido levar e quais itens são proibidos, segundo as companhias aéreas
Objetos comuns do dia a dia podem seguir regras diferentes na cabine e no porão, e um detalhe na embalagem pode fazer o item ser barrado

Arrumar a mala de mão para viajar de avião exige mais atenção do que simplesmente fazer tudo caber dentro do limite de peso.
Isso acontece porque determinados objetos podem viajar normalmente na cabine, outros precisam ser despachados e alguns são proibidos tanto na bagagem de mão quanto no porão da aeronave.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que o passageiro tenha direito a uma franquia de pelo menos 10 kg de bagagem de mão sem cobrança adicional, mas a quantidade de volumes, as dimensões e as condições de cada tarifa podem variar conforme a companhia aérea.
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Por isso, além de conferir peso e tamanho, vale consultar as regras específicas da passagem antes de sair de casa. Algumas tarifas mais econômicas, por exemplo, permitem apenas um item pessoal pequeno e deixam a mala tradicional de cabine de fora.
O que pode ser levado na cabine
Roupas, documentos, celulares, notebooks, tablets, câmeras e outros eletrônicos de uso pessoal normalmente podem viajar na bagagem de mão.
Na verdade, baterias de lítio sobressalentes e carregadores portáteis exigem atenção especial justamente porque não devem seguir no porão. Gol e Latam orientam que esses itens permaneçam com o passageiro na cabine.
Desde 2026, a Latam limita os power banks a no máximo duas unidades de até 100 Wh cada por passageiro. Eles precisam permanecer acessíveis durante o voo e não podem ser usados para recarregar aparelhos a bordo.
Essa regra ajuda a explicar por que carregadores portáteis precisam ser retirados da mala caso ela seja enviada ao porão.
Medicamentos, alimentos para bebês e itens necessários por motivos médicos também podem ser transportados, embora alguns exijam comprovação ou apresentação durante a inspeção.
Objetos cortantes e produtos perigosos ficam de fora
Facas, canivetes, lâminas, ferramentas e diversos objetos pontiagudos não podem seguir normalmente na cabine. Dependendo do item, eles precisam ser colocados na bagagem despachada.
Também são proibidos explosivos, substâncias inflamáveis, gases perigosos, produtos corrosivos, venenos e outros materiais que possam colocar a segurança do voo em risco.
Por isso, itens aparentemente comuns, como determinados solventes, combustíveis, produtos químicos e até algumas ferramentas domésticas, podem ser barrados no raio-X.
Uma relação com objetos que não devem ser colocados na bagagem de mão ajuda a identificar alguns dos erros mais frequentes antes do embarque.
Líquidos mudam de regra em voos internacionais
A maior diferença aparece nos líquidos.
Em voos internacionais saindo do Brasil, líquidos, géis, cremes, pastas e aerossóis devem estar em recipientes com capacidade máxima de 100 ml cada.
Todos os frascos precisam caber em uma única embalagem plástica transparente, vedável e com capacidade de até 1 litro. Um frasco de 200 ml, por exemplo, pode ser barrado mesmo que esteja quase vazio, porque o que conta é a capacidade da embalagem.
Essa exigência já vem sendo reforçada nos aeroportos e pode obrigar passageiros a descartar produtos antes da inspeção.
Medicamentos líquidos, alimentação infantil e produtos destinados a dietas especiais possuem exceções, desde que sejam transportados nas quantidades necessárias e apresentados aos agentes de segurança quando solicitado.
Nos voos domésticos, as regras para líquidos podem ser diferentes. A própria Latam informa atualmente que, no Brasil, determinadas categorias de líquidos, aerossóis e géis podem ser transportadas em até quatro embalagens de no máximo 300 ml ou 300 g cada.
Por isso, a regra dos 100 ml não deve ser aplicada automaticamente a toda viagem dentro do país.
No fim, o cuidado mais seguro é consultar tanto as normas do aeroporto quanto a página da companhia antes de fechar a mala. As restrições podem mudar conforme origem, destino, conexão, tipo de objeto e tarifa contratada.
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