Cidade brasileira transforma 86 milhões de litros de água do mar em potável por dia e mostra como o país pode vencer a seca
A nova estrutura mostra como a água do oceano pode reforçar o abastecimento e ajudar o país a enfrentar períodos de seca

Uma usina instalada no litoral de Fortaleza promete transformar a forma como o Brasil lida com a falta de água. O equipamento foi projetado para produzir 86 milhões de litros de água potável por dia usando tecnologia de dessalinização, que remove o sal e as impurezas da água do mar. A iniciativa marca um dos maiores investimentos já feitos no país para garantir segurança hídrica em regiões afetadas pela seca.
Como a usina transforma água do mar em água potável
A estrutura utiliza o método de osmose reversa, processo presente nas principais plantas de dessalinização do mundo. A operação envolve várias etapas: captação em pontos submersos, filtragens sucessivas para remover partículas e, finalmente, o tratamento por membranas de alta pressão, que separam a água potável da salmoura. Páginas centrais do documento detalham cada etapa, incluindo o pós-tratamento que devolve minerais essenciais antes da distribuição.
A capacidade impressiona: o volume produzido diariamente é suficiente para atender uma parcela significativa da Região Metropolitana de Fortaleza. Isso reduz a dependência de reservatórios, que variam com o clima, e cria uma alternativa permanente em um estado marcado por sucessivas estiagens.
Além do impacto local, o projeto chama atenção nacionalmente. Com mais de 8,5 mil quilômetros de litoral, o Brasil tem potencial para replicar a ideia em outras capitais litorâneas. A usina do Ceará, destacada nas imagens do documento com vista aérea e instalações próximas à praia, aponta um caminho possível para enfrentar crises hídricas futuras.
O modelo funciona por parceria público-privada, garantindo investimento contínuo e operação especializada nos próximos anos. Quando estiver em atividade plena, a planta deve reforçar o abastecimento urbano e aliviar a pressão sobre mananciais que hoje atendem tanto a capital quanto municípios vizinhos.
Para especialistas, transformar parte da água do mar em recurso potável não é mais uma visão distante: é uma estratégia real para ampliar a oferta hídrica e proteger regiões vulneráveis. E a experiência cearense pode ser o ponto de partida para uma revolução na forma como o país convive com a seca.
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