Não é a cor, nem a quilometragem: o detalhe do carro que mais desvaloriza na hora de vender

Histórico de sinistros pesa mais do que aparência ou uso e pode derrubar o preço mesmo em veículos bem conservados

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
o detalhe do carro que mais desvaloriza na hora de vender
(Foto: Reprodução/ Freepik)

Na hora de vender um carro, muitos proprietários acreditam que a cor ou a quilometragem são os fatores que mais influenciam no valor final.

Embora esses pontos tenham importância, especialistas do mercado automotivo afirmam que existe um detalhe que pesa muito mais na negociação — e que costuma derrubar o preço de forma imediata.

O principal fator de desvalorização é o histórico de sinistro, especialmente quando o veículo já se envolveu em acidentes com danos estruturais.

Mesmo que o carro esteja bonito, bem cuidado e funcionando perfeitamente, o registro de colisão grave reduz a confiança de compradores e lojistas.

Esse tipo de informação costuma aparecer em laudos cautelares, vistorias veiculares e históricos de seguradoras. Quando o veículo já teve chassi afetado, acionamento de airbag ou perda total parcial, a desvalorização pode chegar a 20% a 40%, dependendo do caso.

Outro ponto crítico é quando o carro passou por reparo estrutural, como soldas em longarinas ou colunas. Esses danos comprometem a segurança em futuras colisões e são vistos como risco elevado, mesmo após conserto.

Especialistas explicam que a quilometragem alta pode ser negociada, assim como a cor menos desejada. Já o histórico de sinistro dificilmente é contornado, pois envolve segurança e valor de revenda futuro.

Além disso, veículos com passagem por leilão, mesmo que tenham sido recuperados, costumam sofrer forte rejeição no mercado. Muitas revendas sequer aceitam esse tipo de carro, ou oferecem valores bem abaixo da tabela.

Para quem pretende vender o veículo no futuro, a recomendação é manter registros de manutenção, evitar reparos fora do padrão e sempre exigir laudos técnicos ao comprar um usado.

Transparência ajuda a reduzir perdas, mas não elimina o impacto de um sinistro no valor final.

No mercado automotivo, aparência engana. Na prática, o histórico do carro fala mais alto do que a cor ou os quilômetros rodados quando chega a hora da venda.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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