Comunicado para todos os brasileiros que informarem o CPF ao comprar em supermercados em 2026

Uso do CPF no caixa deixa de ser apenas ferramenta de desconto e passa a envolver coleta avançada de dados, exigindo mais atenção do consumidor

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
digitando CPF na maquininha do supermercado
(Imagem: Reprodução)

Informar o CPF no caixa do supermercado é um hábito comum para milhões de brasileiros, geralmente associado a descontos imediatos ou programas de fidelidade.

Em 2026, porém, essa prática ganha um novo peso, especialmente por causa do avanço no uso de dados e da inteligência artificial pelo varejo.

O número do CPF funciona como um identificador que conecta o consumidor a um histórico detalhado de compras.

Cada registro permite mapear frequência, valores gastos, categorias preferidas e até padrões de consumo ao longo do tempo. Com sistemas mais modernos, essas informações passam a ser analisadas de forma integrada.

Redes de supermercados já utilizam esses dados para definir campanhas personalizadas, ajustar preços, organizar estoques e direcionar ofertas específicas para cada perfil.

Em 2026, essa análise tende a ficar ainda mais precisa, reunindo compras feitas em lojas físicas, aplicativos e serviços de entrega.

O chamado comunicado para quem informa o CPF nas compras está ligado à necessidade de transparência no tratamento desses dados. A legislação de proteção de dados exige que empresas expliquem de forma clara como as informações são coletadas, armazenadas e utilizadas.

Na prática, o CPF costuma ser solicitado para viabilizar programas de fidelidade, emissão de nota fiscal eletrônica, participação em promoções e controle de benefícios por cliente.

Embora essas finalidades sejam legais, o consumidor não é obrigado a informar o número em todas as situações.

Com o avanço tecnológico, cresce também a preocupação com privacidade. O cruzamento entre CPF, histórico de consumo e meios de pagamento permite traçar perfis cada vez mais detalhados, o que torna essencial o uso responsável dessas informações.

Especialistas orientam que o consumidor fique atento às políticas de privacidade antes de aderir a cadastros. É importante verificar quais dados são exigidos, se há compartilhamento com terceiros e quais direitos podem ser exercidos sobre essas informações.

Outro ponto de atenção envolve a exposição do CPF em ambientes públicos. Informar o número em voz alta, registrar dados em papéis desnecessários ou compartilhar imagens de notas fiscais pode facilitar usos indevidos.

Em 2026, o uso do CPF no supermercado deixa de ser apenas uma questão de conveniência e passa a envolver decisões conscientes sobre dados pessoais. O direito de escolha permanece com o consumidor, desde que haja informação clara e transparente sobre as condições envolvidas.

Siga o Portal 6 no Google News  e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias