Quanto tempo vivem os gatos e o que realmente prolonga a vida, segundo especialistas
Rotina, ambiente e cuidados básicos pesam mais que a genética quando o assunto é longevidade
Quem convive com gatos costuma se perguntar por quanto tempo eles permanecem ao nosso lado. A resposta não é única e vai muito além da sorte ou da genética. Especialistas explicam que a expectativa de vida dos felinos está diretamente ligada ao ambiente em que vivem e, principalmente, aos cuidados que recebem ao longo dos anos.
Gatos que vivem exclusivamente dentro de casa tendem a alcançar idades mais avançadas, geralmente entre 15 e 20 anos, podendo ultrapassar essa marca quando mantidos em condições ideais.
Já os que têm acesso livre à rua costumam viver menos, justamente por estarem mais expostos a acidentes, doenças e situações imprevisíveis. Essa diferença não acontece por acaso: alimentação, hidratação, acompanhamento veterinário e qualidade do ambiente fazem toda a diferença no longo prazo.
Ao contrário do que muitos imaginam, a longevidade felina não depende apenas da herança genética. Os hábitos diários têm impacto direto sobre o corpo do animal ao longo do tempo. Uma alimentação equilibrada, por exemplo, ajuda a evitar a obesidade, que sobrecarrega órgãos e reduz a qualidade de vida.
A ingestão adequada de água é outro ponto essencial, já que problemas renais e urinários estão entre as principais causas de complicações em gatos mais velhos. Somam-se a isso os cuidados preventivos, como vacinação, controle de parasitas e consultas regulares ao veterinário, além da atenção à saúde bucal, muitas vezes negligenciada, mas fundamental para o bem-estar geral.
Entender as fases da vida do gato também ajuda a ajustar os cuidados corretamente. Do nascimento até cerca de um ano, o felino é considerado filhote, período marcado por crescimento acelerado e muita energia. Entre um e seis anos, ele entra na fase adulta jovem, quando atinge seu auge físico.
Dos sete aos dez anos, passa a ser um adulto maduro, etapa em que surgem mudanças sutis, como menor gasto de energia e maior tendência ao ganho de peso. A partir dos dez anos, o gato já é considerado sênior e precisa de atenção redobrada, com exames mais frequentes, controle rigoroso do peso, cuidados com os dentes e estímulo constante à hidratação.
Prolongar a vida do gato não exige soluções complexas. Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. Manter água fresca sempre disponível, oferecer alimentação adequada nas quantidades corretas e evitar que o animal fique sedentário são medidas simples, mas extremamente eficazes.
Brinquedos, arranhadores e locais para escalar ajudam a reduzir o estresse e mantêm o gato ativo física e mentalmente. Além disso, observar mudanças de comportamento, como perda de apetite, vômitos frequentes ou alterações no peso, permite identificar problemas de saúde ainda no início.
A explicação para o fato de gatos domésticos viverem mais que os de rua é direta: eles enfrentam menos riscos. Fora de casa, os felinos ficam vulneráveis a atropelamentos, brigas, doenças infecciosas, parasitas e até intoxicações acidentais.
Para quem não abre mão de permitir que o gato saia, especialistas recomendam medidas para reduzir esses perigos, como limitar os horários de acesso à rua, manter a prevenção contra parasitas em dia e buscar alternativas mais seguras, como varandas teladas ou passeios supervisionados.
No fim das contas, a longevidade dos gatos está muito mais ligada às escolhas feitas pelos tutores do que ao acaso. Com atenção, rotina equilibrada e cuidados básicos consistentes, é possível garantir não apenas mais anos de vida, mas também mais saúde e qualidade para os felinos.
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