Com apenas 18 anos, jovem transforma impressoras 3D em negócio milionário e fatura R$ 1,6 milhão em um mês

Estudante criou um produto simples, viralizou nas redes sociais e alcançou faturamento que muitas empresas levam anos para atingir

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Com apenas 18 anos, jovem transforma impressoras 3D em negócio milionário e fatura R$ 1,6 milhão em um mês
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Enquanto muitos jovens ainda tentam decidir qual caminho profissional seguir, Michael Satterlee já coleciona resultados dignos de grandes empreendedores. Aos 18 anos, o americano de Clifton Park, no estado de Nova York, conseguiu transformar impressoras 3D paradas em um negócio que faturou cerca de R$ 1,6 milhão em apenas um mês, chamando a atenção do mercado e das redes sociais.

A virada veio com a criação da Cruise Cup, empresa responsável pelo Beerzooka, um porta-latas impresso em 3D que rapidamente se tornou um fenômeno online. O produto ganhou força após viralizar em vídeos que alcançaram dezenas de milhões de visualizações, impulsionando as vendas sem a necessidade inicial de grandes investimentos em publicidade.

Antes do sucesso meteórico, Satterlee já tinha experiência com empreendedorismo. Ainda no ensino médio, ele fundou a Solefully, marca especializada em acessórios personalizados para Crocs, também produzidos por impressão 3D.

Mesmo conciliando os estudos com o negócio, chegou a faturar seis dígitos. Com o tempo, a demanda caiu, e parte das impressoras ficou ociosa — cenário que abriu espaço para uma nova ideia.

A inspiração para o Beerzooka surgiu justamente dessa ociosidade. Observando o mercado, o jovem decidiu apostar em capas térmicas para latas, mas com um diferencial que fosse além dos modelos tradicionais.

Após alguns testes, desenvolveu um design inovador: o porta-latas permite inserir a bebida por cima ou por baixo e conta com um mecanismo que ejeta automaticamente a lata vazia ao colocar outra no lugar, em um sistema semelhante ao de recarga.

Com domínio em softwares de design e modelagem, Satterlee criou o primeiro protótipo funcional em apenas um dia. A partir daí, aplicou estratégias que já conhecia, como a criação de uma loja virtual, produção de conteúdo para redes sociais e foco total em viralização orgânica.

O crescimento da Cruise Cup foi acelerado. Um único vídeo do Beerzooka chegou a ultrapassar 50 milhões de visualizações, levando a empresa a faturar mais de US$ 300 mil apenas em novembro de 2025.

A marca passou a se posicionar não apenas como uma loja, mas como uma história em construção, estimulando comentários, sugestões e interação constante com o público.

Toda a operação funciona em um galpão de aproximadamente 140 metros quadrados e é totalmente autofinanciada. O dinheiro gerado pelas vendas é reinvestido no próprio negócio.

Atualmente, a empresa conta com dois funcionários em tempo integral, responsáveis pela finalização das peças, embalagem e envio dos pedidos.

A impressão 3D é o grande trunfo da operação. Com máquinas acessíveis, como a Bambu Lab A1, cada ciclo de produção leva cerca de 15 horas para gerar três unidades do produto. Isso permite testar rapidamente novas ideias, responder a tendências virais e atender picos inesperados de demanda — inclusive pedidos de centenas de unidades vindos de um único vídeo orgânico.

A estratégia de marketing segue um padrão claro: testar conteúdos de forma orgânica no TikTok e no Instagram e, quando um vídeo performa bem, escalar os anúncios no Facebook.

O resultado foi um crescimento rápido, com faturamento mensal variando conforme a sazonalidade, mas atingindo o ápice no fim do ano, período mais favorável para o consumo do produto.

Para os próximos passos, Satterlee já planeja migrar parte da produção para o metal, com foco em acabamento premium e maior eficiência.

A ideia é reduzir gargalos da impressão 3D, produzir em escala e oferecer versões em aço inoxidável, capazes de manter a bebida gelada por mais tempo. A proteção da propriedade intelectual também entrou no radar, com registros de marcas e patentes ligados ao Beerzooka.

A trajetória do jovem empreendedor reflete um movimento cada vez mais presente entre jovens. No Brasil, dados do Sebrae mostram que milhões de pessoas entre 18 e 29 anos já utilizam o empreendedorismo como principal fonte de renda, impulsionados pelo acesso à tecnologia e pelas redes sociais.

Para Michael Satterlee, a lição é direta: testar ideias custa pouco e pode render muito. Com ferramentas acessíveis e plataformas digitais, o risco diminui — e as chances de sucesso aumentam. Como ele próprio resume, nunca dá para saber o que vai funcionar até tentar.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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