“Ubercóptero”: Uber anuncia transporte de helicóptero no aplicativo
Serviço deve estrear em 2026 e promete reduzir trajetos longos nas grandes cidades com voos reservados direto pelo app

Chamar um carro pelo celular já faz parte da rotina urbana. Em breve, a Uber quer que o mesmo gesto leve passageiros também para o céu. A empresa anunciou planos para integrar voos de helicóptero diretamente ao aplicativo, criando uma nova opção de deslocamento rápido para quem enfrenta congestionamentos diários nas grandes cidades.
A proposta, prevista para começar em 2026, é oferecer um serviço aéreo totalmente integrado à plataforma. Reserva, pagamento e organização do trajeto acontecerão no mesmo ambiente em que hoje se solicita uma corrida convencional. A ideia é manter a experiência simples, mesmo em um meio de transporte mais sofisticado.
No início, o foco será em rotas estratégicas e curtas, especialmente ligações entre regiões centrais e aeroportos. Esses trajetos costumam concentrar longos atrasos em horários de pico e representam uma oportunidade para quem está disposto a pagar mais em troca de tempo e previsibilidade.
A Uber já deixou claro que o projeto começa com helicópteros tripulados, operados por parceiros especializados em aviação.
A empresa não será dona das aeronaves nem responsável direta pela operação aérea, atuando como intermediadora da experiência, conectando passageiros às rotas disponíveis por meio da tecnologia.
Embora a ideia pareça futurista, a Uber já flertou com o transporte aéreo em outras ocasiões. Testes pontuais realizados no passado ajudaram a empresa a entender a demanda e os desafios logísticos.
Agora, o plano ganha um desenho mais robusto, com operações regulares, rotas definidas e integração completa ao aplicativo.
O modelo previsto prioriza previsibilidade. Em vez de voos totalmente sob demanda, o serviço deve funcionar com horários e trajetos previamente estabelecidos, o que facilita a gestão do espaço aéreo e reduz riscos operacionais. Essa estrutura também tende a tornar a experiência mais confiável para os usuários.
Paralelamente, a Uber trabalha com uma visão de longo prazo. A empresa planeja, em etapas futuras, incorporar aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como eVTOLs.
Esses veículos prometem menos ruído e menor impacto ambiental, mas ainda dependem de avanços tecnológicos e liberações regulatórias.
A iniciativa reacende o debate sobre mobilidade aérea urbana. Especialistas apontam que, no curto prazo, o serviço será restrito a um público premium, com valores bem acima das corridas tradicionais.
Ainda assim, a integração ao app pode acelerar a aceitação e abrir espaço para novos modelos de transporte no futuro.
Questões regulatórias também entram no radar. Cada cidade e país possui regras próprias para operações aéreas comerciais, o que deve limitar o lançamento inicial a poucos mercados. A expansão dependerá de acordos com autoridades locais e da viabilidade operacional em cada região.
Com o “Ubercóptero”, a empresa reforça sua aposta em inovação e volta a se posicionar no centro das discussões sobre o futuro do transporte urbano. Se o projeto se consolidar, o trânsito das grandes cidades pode ganhar um novo concorrente — desta vez, vindo do alto.
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