Fim da escala 6×1: como fica a situação de quem trabalha em hospitais e unidades de saúde
Profissionais da saúde atuam em regime contínuo e podem ter mudanças nas escalas, desde que o atendimento ininterrupto seja mantido e os limites legais sejam respeitados

A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem gerado dúvidas entre profissionais que atuam em hospitais e unidades de saúde, setores que funcionam 24 horas por dia e dependem de plantões contínuos.
A proposta em debate no Congresso busca reduzir a jornada semanal e ampliar períodos de descanso, mas não prevê a interrupção de serviços essenciais à população.
Na prática, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais da saúde não deixariam de atuar em regimes de plantão.
Escalas como 12×36, 24×72 ou modelos alternados continuam sendo permitidas, desde que respeitem a carga horária semanal, os intervalos de descanso e as regras previstas na legislação trabalhista.
A principal mudança tende a ocorrer na organização das equipes. Hospitais públicos e privados poderão precisar ajustar turnos, redistribuir profissionais ou ampliar contratações para garantir cobertura integral sem sobrecarregar trabalhadores.
Em muitos casos, acordos coletivos firmados com sindicatos terão papel decisivo para definir como cada unidade irá se adaptar às novas regras.
Especialistas em direito do trabalho apontam que, mesmo com o fim da escala 6×1, atividades essenciais como a saúde terão tratamento diferenciado.
A legislação permite exceções para serviços que não podem ser interrompidos, desde que haja compensação adequada, controle de jornada e garantia de folgas regulares.
Enquanto o projeto segue em debate, profissionais da saúde devem acompanhar as discussões e ficar atentos às definições que envolvem plantões, horas extras e períodos de descanso, já que qualquer mudança dependerá de regulamentação específica e negociação entre empregadores e trabalhadores.
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