Geração Z descobre forma de viajar gastando pouco, aproveitando igual e fugindo do óbvio
Jovens apostam na chamada “duplicação de destino” para driblar preços altos, evitar lugares saturados e viver experiências mais autênticas

Com o aumento do custo de vida e menos espaço para poupar, viajar deixou de ser prioridade automática para muitos jovens. Ainda assim, a Geração Z encontrou uma forma de manter o hábito sem comprometer o orçamento.
Em vez de abrir mão das viagens, esse público passou a mudar a forma de escolher destinos.
Nesse contexto, ganhou força o conceito conhecido como “duplicação de destino”. A estratégia consiste em trocar cidades famosas e caras por alternativas mais acessíveis, que oferecem experiências semelhantes, porém com menos turistas e preços mais baixos.
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O que é a duplicação de destino
A lógica é simples. Em vez de visitar Londres, por exemplo, jovens optam por Liverpool. Da mesma forma, quem pensa em viajar para a Espanha deixa Madri e Barcelona de lado e passa a considerar cidades como Córdoba.
Assim, o objetivo não é apenas economizar, mas também fugir de locais saturados. Além disso, a experiência tende a ser mais tranquila e próxima da realidade local, sem filas intermináveis ou preços inflacionados.
Rejeição aos cartões-postais do Instagram
A mudança também reflete um cansaço em relação aos destinos transformados em vitrines das redes sociais. Durante anos, plataformas como o Instagram impulsionaram lugares icônicos, sempre mostrados sob filtros e enquadramentos perfeitos.
No entanto, ao chegar nesses locais, muitos jovens se deparam com multidões e custos elevados. Por isso, a Geração Z passou a evitar esses cartões-postais.
Em troca, busca lugares menos explorados, que entreguem experiências parecidas sem a superlotação.
Economia chega a 30% em viagens alternativas
Dados do setor mostram que regiões fora do circuito tradicional passaram a ganhar destaque. Áreas como a Calábria, na Itália, registraram crescimento de até 540% nas buscas. Em muitos casos, o interesse superou o de capitais famosas.
Além disso, a economia chama atenção. Ao escolher destinos alternativos, jovens conseguem reduzir gastos entre 20% e 30% em hospedagem e transporte. Dessa forma, viajar se torna viável mesmo com orçamento limitado.
Experiência local ganha mais valor que turismo tradicional
Outro ponto central dessa tendência está no comportamento durante a viagem. A Geração Z prioriza experiências autênticas.
Por isso, prefere mercados locais, transporte público e restaurantes frequentados por moradores.
Em 2025, cerca de um terço dos jovens afirmou ter ido a supermercados antes de restaurantes turísticos. A prática serve tanto para economizar quanto para conhecer produtos e hábitos locais.
Assim, comer e viver como os moradores passou a valer mais do que registrar fotos para as redes sociais.
Consequentemente, atividades turísticas tradicionais perdem espaço. Agências e atrações clássicas enfrentam dificuldades para competir com um público que usa inteligência artificial para encontrar preços mais baixos e rejeita experiências consideradas artificiais.
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