Após receber R$ 5,6 milhões por engano na conta bancária, homem é preso por não devolver o valor
Falha bancária levou a depósito milionário na Nigéria, mas uso indevido do dinheiro resultou em condenação criminal e obrigação de ressarcimento
Um homem foi condenado a um ano de prisão na Nigéria após gastar cerca de R$ 5,6 milhões que recebeu por engano em sua conta bancária. O caso envolveu uma falha no sistema do First Bank e ganhou repercussão após investigação das autoridades locais.
O episódio ocorreu entre junho e novembro de 2025. Nesse período, Ojo Eghosa Kingsley utilizou os valores sem comunicar a instituição financeira. A Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros da Nigéria (EFCC) identificou a movimentação irregular e iniciou o processo criminal.
Como o dinheiro caiu na conta
Segundo a EFCC, Kingsley recebeu o valor após um erro operacional do banco. Em vez de notificar a falha, ele passou a usar o dinheiro de forma contínua ao longo de vários meses.
As investigações apontaram que o homem financiou obras e manteve um padrão de vida considerado incompatível com sua renda. Além disso, ele transferiu parte significativa do montante para contas bancárias de sua mãe e de sua irmã.
Prisão e confissão do crime
As autoridades prenderam Kingsley no dia 19 de janeiro. Durante o processo, ele confessou o crime e se declarou culpado das acusações de roubo e conversão fraudulenta dos valores.
De acordo com a comissão, parte do dinheiro serviu para concluir um projeto de construção pessoal. O restante custeou despesas ligadas a um estilo de vida descrito como extravagante.
Recuperação parcial dos valores
Até o momento, as autoridades conseguiram recuperar mais de R$ 4 milhões. Desse total, cerca de R$ 1,1 milhão retornou ao banco por meio da reversão de transferências.
Além disso, investigadores localizaram outros valores em contas ligadas a Kingsley e a seus familiares. Mesmo assim, aproximadamente R$ 1 milhão ainda permanece pendente de devolução.

(Foto: Divulgação/X @officialEFCC)
Condenação e obrigação de ressarcimento
O Tribunal Superior do Estado de Edo condenou o homem a um ano de prisão. A sentença também previu a opção de pagamento de multa no valor aproximado de R$ 19 mil.
No entanto, a Justiça manteve a obrigação de devolver o saldo restante ao banco. Kingsley optou por cumprir a pena de prisão, pois afirmou não ter condições de ressarcir o valor que falta.
Segundo a imprensa local, o pagamento da multa não extinguiria a dívida milionária. O caso reforçou o entendimento das autoridades de que o uso de valores recebidos por engano configura crime, mesmo quando o erro parte da instituição bancária.
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