Mulher morre após nadar em piscina de academia em São Paulo e reclamar de gosto ruim da água
Na manhã deste domingo, um homem procurou uma delegacia para relatar que seu filho, um adolescente de 14 anos, também está internado após ter contato com a mesma água

PAULO EDUARDO DIAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma professora de 27 anos morreu e outras duas pessoas estão internadas após nadarem na piscina de uma academia localizada rua Bartolomeu Correia Bueno, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no sábado (7). A suspeita é de intoxicação.
Juliana Faustino Bassetto e o esposo participavam de uma aula de natação na C4 GYN quando perceberam que a água da piscina apresentava aspecto e gosto estranhos. Pouco depois, sentiram-se mal e avisaram o instrutor responsável.
O casal seguiu para o Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista. No local, o quadro de Juliana se agravou. Ela teve uma parada cardíaca e morreu. O esposo foi internado em estado grave na mesma unidade médica. A comunicação do óbito à Polícia Civil foi feita por um familiar de Juliana.
A reportagem tentou contato com os responsáveis pela academia através do Whatsapp e por um link disponível no site da academia, mas não houve retorno até a publicação do texto.
Na manhã deste domingo (8), um homem procurou uma delegacia para relatar que seu filho, um adolescente de 14 anos, também está internado após ter contato com a mesma água. Ele contou que o jovem saiu da piscina demonstrando desconforto respiratório, fraqueza nas pernas e falta de ar.
O adolescente foi levado ao Hospital da Vila Alpina, na zona leste, e encaminhado para a ala vermelha devido à gravidade do caso, onde iniciou tratamento com oxigênio. Segundo o pai, médicos informaram que a tomografia mostrou “bolinhas no pulmão”. O jovem segue internado.
O pai também relatou ter sentido desconforto respiratório na academia e que outras pessoas – cerca de seis que estavam no local – aparentavam apresentar algum mal-estar.
Conforme o boletim de ocorrência, o Corpo de Bombeiros foi chamado para atendimento de ingestão e inalação de gases tóxicos. Equipes foram encaminhadas para o endereço, mas a academia estava fechada.
Para preservar a saúde de possíveis pessoas no interior do local, os bombeiros retornaram no domingo, arrombaram a porta e fizeram uma varredura de segurança. Não foi possível contatar o proprietário da academia.
O caso foi registrado pelo 6º DP de Santo André como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde. Exames periciais foram solicitados. A investigação será feita pelo 42º DP (Parque São Lucas), responsável pela região da academia.
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