Mulheres que trabalham como domésticas e babás têm direito a pagamento de R$ 1.804

Em São Paulo, piso regional é superior ao salário mínimo nacional e deve ser respeitado por empregadores, com atualização obrigatória no eSocial

Layne Brito -
domésticas e babás têm direito a pagamento
(Foto: Reprodução/Pexels)

Em um país onde o trabalho doméstico sustenta milhões de lares, mas ainda enfrenta desafios de valorização e formalização, a definição do salário mínimo é mais do que um número: é uma garantia básica de dignidade.

Para muitas mulheres que atuam como domésticas e babás, conhecer o valor correto é essencial para assegurar seus direitos.

Em 2026, o salário mínimo das empregadas domésticas no estado de São Paulo (SP) não segue o piso nacional de R$ 1.621,00.

No território paulista, a categoria está incluída no salário mínimo regional, que fixa o pagamento em R$ 1.804,00, valor superior ao mínimo nacional.

O piso regional paulista se aplica às trabalhadoras domésticas, babás e outras categorias que não possuem convenção coletiva específica determinando outro salário.

Isso significa que, em São Paulo, o pagamento não pode ser inferior a R$ 1.804,00 para contratos formais enquadrados nessa faixa.

Enquanto o salário mínimo nacional serve como base para todo o país, alguns estados têm autorização legal para estabelecer pisos regionais maiores para determinadas categorias.

São Paulo é um deles. Assim, mesmo que o mínimo federal esteja fixado em R$ 1.621,00, o valor válido para domésticas no estado paulista é superior.

Além de garantir o pagamento correto, empregadores devem atualizar o valor no eSocial e manter o registro alinhado à Carteira de Trabalho Digital.

Essa atualização é fundamental para evitar inconsistências no recolhimento de encargos e possíveis penalidades.

O não pagamento do piso regional pode gerar cobrança de valores retroativos, aplicação de multas e problemas trabalhistas.

Para a trabalhadora, o salário correto influencia diretamente no cálculo de férias, 13º salário, FGTS e benefícios previdenciários.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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