Chamado de louco, homem deixou “ervas daninhas” crescerem e transformou fazenda em floresta com 47 cachoeiras e resgatou toda a biodiversidade da área

Criticado por deixar a natureza agir, ele transformou descrédito em uma das maiores experiências de regeneração florestal da região

Gabriel Dias -
homem deixou “ervas daninhas” crescerem e transformou fazenda em floresta
(Imagem: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Desde que teve sua ideia, esse homem foi julgado como louco de maneira errônea e precipitada por diversas pessoas.

Enquanto a tendência na vizinhança era desmatar, queimar e pulverizar pragas, Hugh Wilson optou pelo caminho oposto e deixou que o tempo da natureza agisse.

Nas colinas da Península de Banks, que tinham sido fragmentadas pelo desmatamento, o botânico apostou em algo que muitos estranharam: a regeneração espontânea da natureza e a tolerância às ervas daninhas.

A ideia começou no fim da década de 1980, quando Wilson começou a adquirir áreas que eram consideradas pouco produtivas.

O que era visto como um terreno perdido logo foi passando por fases de transição, que protegeram o solo e permitiram uma regeneração espontânea.

Três décadas depois, o que começou com pouco mais de 100 hectares alcançou 1.500 hectares contínuos de floresta em regeneração.

A paisagem, antes fragmentada, passou a operar como um sistema integrado de vales, encostas e nascentes conectadas.

homem deixou “ervas daninhas” crescerem e transformou fazenda em floresta

(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube)

E os sinais mais visíveis dessa transformação não estão somente na vegetação: rios que antes secavam mantêm um fluxo constante mesmo em períodos não chuvosos.

A rotina que levou a essa transformação foi muito árdua e exigiu caminhadas extensas em terrenos íngremes por parte do botânico.

Logo após a revitalização, o local foi aberto a visitantes e permitiu que interessados acompanhassem de perto a transformação da área.

Entretanto, não foram apenas processos positivos que provaram a força da natureza: em 2011, um incêndio provocado por raios testou os limites do projeto, que conseguiu resistir.

Isso comprovou um ponto muito estudado e debatido: áreas de mata nativa resistem melhor ao avanço do fogo do que trechos desmatados.

Hoje, o projeto é citado como exemplo de restauração da natureza e é referência em sustentabilidade e persistência.

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Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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