6 dicas para reduzir a conta de energia sem precisar desligar o ar-condicionado
Pequenos ajustes no uso do aparelho podem reduzir o consumo e aliviar o valor da conta no fim do mês

Em dias de calor intenso, desligar o ar-condicionado simplesmente não é uma opção.
O problema é que, junto com o alívio térmico, vem o susto ao abrir a fatura de energia no fim do mês.
A boa notícia é que é possível manter o ambiente fresco e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto na conta — tudo depende de como o aparelho é utilizado.
Pequenas mudanças de hábito e ajustes estratégicos podem fazer diferença significativa no consumo.
Confira seis atitudes práticas que ajudam a economizar sem abrir mão do conforto.
1. Ajuste inteligente da temperatura
Antes de tudo, é fundamental configurar corretamente a temperatura.
Quando o aparelho é ajustado para níveis muito baixos, o compressor precisa trabalhar com maior intensidade e, consequentemente, o consumo aumenta.
Por isso, manter o ar-condicionado em torno de 23°C costuma ser o ponto de equilíbrio entre conforto e economia.
Além disso, cada grau abaixo dessa faixa pode elevar consideravelmente o gasto de energia.
Uma estratégia eficiente é, inicialmente, resfriar o ambiente com temperatura mais baixa e, assim que atingir o conforto desejado, ajustar para um nível mais moderado.
2. Evite o liga e desliga constante
À primeira vista, desligar o aparelho sempre que o ambiente esfria pode parecer uma boa alternativa.
No entanto, religá-lo pouco tempo depois gera picos de consumo, pois o compressor volta a operar em potência máxima.
Dessa forma, manter o funcionamento estável tende a ser mais eficiente do que criar ciclos repetidos.
Portanto, o ideal é evitar oscilações frequentes e reservar o desligamento para períodos realmente prolongados sem uso.
3. Reduza a entrada de calor externo
Enquanto o aparelho estiver ligado, portas e janelas devem permanecer fechadas.
Caso contrário, o ar quente entra no ambiente e obriga o sistema a trabalhar continuamente para compensar essa troca de temperatura.
Além disso, se o espaço recebe incidência solar intensa, vale investir em cortinas, persianas ou películas protetoras.
Ao diminuir a entrada de calor, o equipamento exige menos esforço e, consequentemente, consome menos energia.
4. Aproveite as funções econômicas
Atualmente, muitos modelos oferecem recursos que ajudam a otimizar o consumo.
Por exemplo, o modo sleep ajusta gradualmente a temperatura durante a noite, evitando funcionamento excessivo.
Da mesma maneira, o timer permite programar o desligamento automático, impedindo que o aparelho permaneça ligado além do necessário.
Já o modo eco, quando disponível, mantém a climatização de forma equilibrada e com menor gasto.
Por isso, consultar o manual do fabricante é essencial para utilizar essas funções de maneira estratégica.
5. Mantenha o filtro limpo
Com o passar do tempo, o acúmulo de sujeira no filtro dificulta a circulação do ar.
Como resultado, o ar-condicionado precisa trabalhar mais para atingir a temperatura desejada.
Portanto, a limpeza periódica — geralmente recomendada a cada 30 dias, dependendo da frequência de uso — é indispensável.
Além de reduzir o consumo, essa manutenção melhora a qualidade do ar e contribui para a durabilidade do equipamento.
6. Escolha a potência correta para o ambiente
Por fim, é importante considerar o dimensionamento do aparelho.
Se o modelo tiver poucos BTUs para o tamanho do ambiente, ele funcionará no limite e permanecerá ligado por mais tempo.
Por outro lado, um equipamento superdimensionado também pode gerar ciclos desnecessários.
Em geral, ambientes menores funcionam bem com cerca de 9.000 BTUs, enquanto espaços maiores ou com forte incidência solar podem exigir 12.000 BTUs ou mais.
Assim, escolher a potência adequada evita sobrecarga e favorece uma economia real.
Com ajustes simples e uso consciente, é possível atravessar o calor com mais frescor e menos impacto no bolso.
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