Portas fechadas: tradicional rede de supermercados encerra atividades e demite mais de 100 funcionários

Rede fechou unidades, cortou mais de 100 empregos e tenta sobreviver à crise com operação reduzida e dívidas na Justiça

Gustavo de Souza -
Portas fechadas: tradicional rede de supermercados encerra atividades e demite mais de 100 funcionários
(Foto: Reprodução)

Uma tradicional rede argentina do setor atacadista, frequentemente ligada ao varejo supermercadista, viu parte da operação fechar após entrar em uma forte crise financeira.

A Caromar encerrou unidades, demitiu mais de 100 funcionários e agora tenta evitar um desfecho ainda pior. Para isso, a empresa busca reorganizar as dívidas na Justiça.

O caso ganhou repercussão porque expõe o tamanho do tombo enfrentado pela empresa. No passado, a rede teve presença mais ampla; hoje, atua com uma estrutura reduzida.

Mesmo mantendo algumas unidades abertas, a companhia precisou recuar. Assim, tenta sobreviver a um cenário de vendas em queda, pressão de fornecedores e dificuldade para manter compromissos básicos.

Segundo informações apresentadas no processo, a Caromar registrou queda de cerca de 42% nas vendas em um ano. Além disso, a retração do consumo, a perda de capital de giro e os conflitos trabalhistas agravaram a situação.

Também pesaram as dificuldades de abastecimento. Com isso, a operação perdeu força ao longo do período.

A crise atingiu ainda a relação com fornecedores. Diante da desconfiança, muitos passaram a exigir pagamentos antecipados. Como resultado, a empresa ficou com menos produtos disponíveis, reduziu receitas e ampliou o desequilíbrio financeiro.

Antes da fase mais crítica, a rede chegou a operar com cerca de 500 funcionários. Agora, pouco mais de 200 seguem ativos. Enquanto isso, a empresa concentra esforços para manter as unidades restantes abertas e negociar com credores.

Em meio ao processo judicial, a Caromar tenta ganhar fôlego para reorganizar a operação. Ao mesmo tempo, busca afastar o risco de falência.

Por fim, o episódio acende um alerta. Empresas do varejo e do atacado enfrentam pressão crescente, especialmente em momentos de consumo fraco e concorrência mais agressiva.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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