Adeus, fita isolante: o item que substitui de vez as emendas tradicionais, é mais resistente, não precisa de manutenção e é mais seguro, segundo eletricistas

Pequena peça ganhou espaço em instalações residenciais ao facilitar conexões e reduzir falhas causadas por improvisos durante o serviço

Layne Brito -
Adeus, fita isolante
(Foto: Reprodução/Youtube)

Por décadas, torcer dois fios e cobrir a ligação com várias voltas de fita isolante foi uma prática comum em instalações elétricas domésticas. Embora ainda seja encontrada em muitas residências, essa técnica exige cuidado, acabamento correto e atenção constante para evitar que a conexão se solte ou apresente aquecimento.

Uma alternativa mais moderna vem ganhando espaço entre eletricistas e pessoas que realizam pequenos reparos: o conector de emenda com alavanca.

Compacto e reutilizável, o dispositivo permite unir condutores sem parafusos, solda ou fita isolante.

O modelo mais conhecido pertence à linha WAGO 221. Entretanto, peças semelhantes também são oferecidas por outras fabricantes.

O funcionamento pode variar conforme a capacidade, a quantidade de entradas e a bitola aceita por cada versão.

Como funciona o conector

Conector

(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

O dispositivo possui pequenas alavancas que controlam um sistema interno de conexão por mola.

Para utilizá-lo, é necessário desencapar o fio na medida indicada pelo fabricante, levantar a alavanca, inserir o condutor e fechar novamente.

A mola mantém pressão constante sobre o fio.

Isso reduz a possibilidade de afrouxamento causada por vibrações ou variações de temperatura, desde que o produto seja instalado corretamente e usado dentro dos limites técnicos.

Como o corpo costuma ser transparente, também é possível verificar se o condutor foi inserido até a posição adequada.

Esse recurso ajuda a identificar falhas antes que o circuito seja energizado.

Peça pode ser reutilizada

Diferentemente das emendas cobertas com fita isolante, o conector pode ser aberto quando for necessário retirar ou substituir um fio.

Depois disso, a peça pode voltar a ser utilizada, desde que não apresente danos e permaneça compatível com a instalação.

Outra vantagem apontada pelas fabricantes é a ausência de parafusos que precisem ser reapertados periodicamente.

O mecanismo por mola mantém o contato sem exigir manutenção frequente.

Isso não significa, porém, que toda instalação possa ser esquecida.

Sinais como aquecimento, escurecimento, cheiro de queimado ou desarme constante do disjuntor exigem avaliação imediata de um profissional.

Atenção à corrente e à bitola

Existem conectores com duas, três, cinco ou mais entradas.

Além disso, cada modelo possui limites próprios de corrente, tensão e espessura dos fios.

Por esse motivo, não basta encaixar qualquer condutor no dispositivo.

Utilizar uma peça incompatível pode causar mau contato, elevação da temperatura e até risco de incêndio.

O cuidado deve ser ainda maior em equipamentos de alta potência, como chuveiros elétricos, fornos e aparelhos de ar-condicionado.

Nesses casos, é indispensável confirmar se o conector suporta a corrente do circuito e a bitola exigida pelo fabricante do equipamento.

Antes de realizar qualquer intervenção, a energia deve ser desligada no quadro de distribuição.

Trabalhos mais complexos precisam ser executados por eletricistas qualificados, já que uma conexão aparentemente simples pode comprometer toda a segurança da instalação.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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