Não é palavras cruzadas, nem xadrez: o melhor exercício para fortalecer a memória e o cérebro a partir dos 50, segundo especialistas

Pequena mudança em tarefas comuns exige mais atenção do cérebro e pode transformar atividades automáticas em estímulos para a coordenação e a memória

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Pessoa com mais de 50 anos escrevendo com a mão não dominante
(Imagem: Ilustração)

Manter o cérebro ativo depois dos 50 anos não depende apenas de jogos, quebra-cabeças ou atividades tradicionalmente associadas à memória. Na verdade, pequenas mudanças no cotidiano também podem exigir um esforço mental maior do que parece.

Isso acontece principalmente quando uma tarefa já automatizada precisa ser executada de uma forma diferente. Nesse momento, o cérebro precisa prestar mais atenção aos movimentos, reorganizar comandos e sair do chamado “piloto automático”.

A estratégia destacada consiste em realizar tarefas simples com a mão não dominante. Para uma pessoa destra, por exemplo, isso significa escovar os dentes, pentear o cabelo ou abrir uma porta usando a mão esquerda.

Há ainda outros hábitos que ajudam a proteger o cérebro depois dos 50, especialmente quando diferentes estímulos são incorporados à rotina.

Usar a mão não dominante desafia o cérebro

Ao trocar a mão habitual pela outra, movimentos simples deixam de acontecer automaticamente. Assim, o cérebro precisa coordenar a ação de maneira mais consciente e dedicar atenção a detalhes que antes passavam despercebidos.

Além de escovar os dentes, a mesma lógica pode ser aplicada ao uso do mouse, à escrita, ao penteado ou até a tarefas simples na cozinha. Entretanto, o objetivo não é buscar velocidade, mas introduzir novidade e desafio ao cotidiano.

Esse tipo de mudança está relacionado à capacidade do cérebro de se adaptar diante de novos estímulos. Por isso, aprender novas habilidades também aparece entre os hábitos ligados à preservação da memória.

Palavras cruzadas e xadrez continuam úteis

Apesar do título, palavras cruzadas e xadrez não precisam ser abandonados. Eles continuam oferecendo estímulos mentais, assim como leitura, aprendizado constante, convivência social e outras atividades que desafiem diferentes funções cognitivas.

Além disso, especialistas ressaltam que não existe um único exercício capaz de impedir sozinho o declínio cognitivo. Atividade física, sono adequado, alimentação equilibrada, interação social e aprendizado também fazem parte dos cuidados com o cérebro ao longo do envelhecimento.

Por isso, usar a mão não dominante funciona melhor como mais um estímulo dentro de uma rotina diversificada. Já quem percebe perda de memória frequente, desorientação ou mudanças que interferem no cotidiano deve procurar avaliação de um profissional de saúde.

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6, é curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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