Em liberdade, dono da Euro Car faz comunicado a compradores de veículos em Anápolis
Loja afirma que teve acesso a financiamentos suspenso e propõe acordos para pagar proprietários e resolver entregas pendentes

Depois de ter a soltura determinada pela Justiça, o dono da Euro Car, Wilson Breno Silva Alves, se manifestou sobre as pendências com clientes em Anápolis. Em comunicado, a loja propõe parcelar dívidas com proprietários de veículos e renegociar os prazos de entrega e regularização dos carros comprados.
O Portal 6 teve acesso ao documento, dirigido a clientes, parceiros e credores. Nele, a empresa afirma que teve os acessos às plataformas de crédito suspensos por bancos parceiros após a repercussão das denúncias envolvendo as negociações.
Segundo a Euro Car, que diz trabalhar como correspondente de 16 instituições financeiras, o bloqueio impediu novos financiamentos e comprometeu a entrada de dinheiro no caixa. A loja sustenta que, sem esses recursos, não consegue pagar à vista os proprietários dos automóveis e liberar os veículos aos compradores.
“Nossa intenção e prioridade absoluta continuam sendo honrar 100% dos compromissos assumidos com cada cliente e credor”, afirma o comunicado.
Para os proprietários que têm valores a receber, a proposta é formalizar a dívida e estabelecer um cronograma de pagamentos parcelados. Já os compradores são orientados a negociar novos prazos para receber ou regularizar os carros.
A nota não informa quando todas as pendências serão resolvidas, nem apresenta valores ou quantidade de parcelas. As condições deverão ser discutidas diretamente com a equipe pelo WhatsApp (62) 99263-6607.
No comunicado, a empresa pede a colaboração dos envolvidos e defende que a continuidade das atividades permitirá pagar os débitos. Também alega que novos bloqueios e denúncias podem atrasar a retomada do acesso aos bancos e prolongar a solução dos casos.
Wilson foi preso na última sexta-feira (16) após clientes denunciarem compras de carros sem entrega e vendas sem o repasse do restante do pagamento aos antigos proprietários. Ouvido pela Polícia Civil (PC), o empresário reconheceu atrasos e disse que fazia pagamentos parciais quando a loja não tinha o valor integral disponível.
A soltura foi determinada no sábado (17), após audiência de custódia. A juíza Bruna de Oliveira Farias entendeu que as negociações relatadas ocorreram dias ou semanas antes da condução à delegacia e que não estava caracterizada uma situação de flagrante. O caso segue em apuração.
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