Empresário de Goiânia recebe R$ 18 milhões por engano na conta, compra Porsche de luxo e acaba tendo o carro apreendido pela polícia

Falha bancária colocou milhões na conta de uma empresa; investigação identificou transferências suspeitas e terminou com o indiciamento do proprietário

Magno Oliver Magno Oliver -
Porsche comprado por empresário de Goiânia acabou apreendido durante investigação sobre depósito bancário de mais de R$ 18 milhões realizado por engano
Porsche comprado por empresário de Goiânia acabou apreendido durante investigação sobre depósito bancário de mais de R$ 18 milhões realizado por engano (Foto: Reprodução)

Um empresário de Goiânia recebeu mais de R$ 18 milhões por engano em uma conta bancária e acabou no centro de uma investigação policial após comprar um Porsche de luxo.

O caso aconteceu em 2018, mas ganhou repercussão em abril de 2019, quando a Polícia Civil de Goiás apreendeu o veículo durante uma operação.

Segundo a investigação, Guilherme Moreira, então com 27 anos, recebeu R$ 18.666.000,90 na conta de sua empresa após uma falha no sistema do Banco Safra.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Entretanto, o dinheiro não pertencia ao empresário. A instituição financeira identificou o erro depois de registrar movimentações incompatíveis com o saldo habitual da conta.

Na época, os investigadores descobriram que o empresário havia comprado um Porsche Boxster, avaliado em aproximadamente R$ 280 mil.

Além disso, a Polícia Civil identificou cinco transferências bancárias que somavam cerca de R$ 1,1 milhão para outras contas.

Entre os destinatários estavam pessoas próximas ao investigado e contas relacionadas às suas atividades comerciais.

Por isso, a corporação iniciou a Operação Bienna e cumpriu um mandado judicial para apreender o veículo de luxo.

O empresário, entretanto, negou ter cometido qualquer crime. Segundo sua defesa, o banco provocou o problema ao depositar o dinheiro indevidamente e bloquear as contas.

Os advogados também afirmaram que Guilherme tentou negociar a devolução dos valores, mas as partes não chegaram a um acordo.

Além disso, a defesa sustentou que o empresário não utilizou dinheiro de origem irregular para comprar o veículo, contestando a interpretação da polícia.

Em julho de 2019, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Guilherme por suspeitas de apropriação de coisa havida por erro, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O indiciamento, porém, não representa uma condenação. Não há confirmação, nas informações consultadas, de uma sentença criminal definitiva contra o empresário.

O episódio chamou atenção pelo valor do depósito e pela compra do veículo, mostrando como uma falha bancária milionária acabou provocando uma investigação policial em Goiás.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.