“Até o último dia da minha vida vou buscar justiça”, diz mãe de jovem morta com marido em distribuidora de Anápolis
Débora Maia lembrou trajetória da filha e criticou soltura dos suspeitos do duplo homicídio

Em entrevista à imprensa, Débora Maia falou sobre a dor da família e afirmou que continuará buscando justiça pela filha.
“Até o último dia da minha vida vou batalhar e buscar essa justiça. A dor que estamos sentindo é imensurável e inexplicável”, declarou ao Rota Policial.
Ana Carolina e o marido, Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, foram baleados no domingo (18), em frente à Adega Seven, na Avenida Presidente Kennedy, no Bairro Maracanã. Ele morreu no local. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Ao lembrar a filha, Débora contou que Ana Carolina era farmacêutica, empresária e chegava a trabalhar até as 03h da manhã.
“Minha filha era batalhadora, corria atrás do sonho dela, tinha a vida inteira pela frente”, disse. “O que aconteceu com ela e com o marido dela, a gente não vai sossegar enquanto não formos atrás dos culpados, e eles terão que ser punidos.”
Débora também afirmou que decidiu se manifestar em nome de outras famílias que perderam parentes em situações de violência. A entrevista ocorreu durante lançamento da operação Vis Civitatis, na qual ela pediu o fortalecimento do trabalho policial.
Crítica à soltura
Questionada sobre a liberação dos dois suspeitos, Débora classificou a decisão como absurda e contestou o entendimento de que não havia situação de flagrante.
“Para mim isso é uma ilegalidade. É totalmente absurdo falar que não foram presos em flagrante, sendo que existem imagens de câmeras e vários indícios de que essas pessoas foram culpadas”, afirmou.
Os investigados, de 20 e 28 anos, haviam sido presos em Campo Limpo de Goiás. Na segunda-feira (19), o juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, determinou o relaxamento das prisões.
No entendimento do magistrado, as detenções não atenderam aos requisitos legais do flagrante. Ele apontou que os policiais chegaram aos suspeitos por meio de diligências investigativas, sem perseguição iniciada logo após o crime, e que o primeiro abordado não estava com armas ou objetos que o relacionassem ao homicídio naquele momento. A decisão não representa absolvição dos investigados.
Após deixarem o presídio, na terça-feira (20), os dois relataram ter sido perseguidos por homens armados e buscaram proteção no 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Segundo a Companhia de Policiamento Especializado (CPE), um dos suspeitos já foi preso.
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